UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022
No tratamento da neoplasia de mama, a abordagem axilar por vezes tem um importante papel no estadiamento e tratamento. Um dos importantes elementos de atenção do cirurgião nessa cirurgia é a identificação do nervo torácico longo. Qual alteração clínico-anatômica está associado à lesão do nervo torácico longo?
Lesão do nervo torácico longo → paralisia do serrátil anterior → escápula alada.
O nervo torácico longo inerva o músculo serrátil anterior, que é essencial para a estabilização e rotação da escápula. Sua lesão, comum em cirurgias axilares como a linfadenectomia para câncer de mama, resulta na paralisia deste músculo, levando à protrusão medial da escápula, conhecida como escápula alada, e dificuldade na elevação do braço acima de 90 graus.
A cirurgia de mama, especialmente a que envolve a abordagem axilar para estadiamento e tratamento do câncer, exige um conhecimento anatômico detalhado para preservar estruturas neurovasculares importantes. O nervo torácico longo é um dos nervos mais vulneráveis durante a linfadenectomia axilar, devido ao seu trajeto na parede lateral do tórax, superficial ao músculo serrátil anterior. Sua identificação e preservação são cruciais para evitar morbidades significativas no pós-operatório. A lesão do nervo torácico longo resulta na paralisia do músculo serrátil anterior, levando à condição conhecida como escápula alada. Clinicamente, o paciente apresenta dificuldade em elevar o braço acima de 90 graus, fraqueza na abdução e rotação externa do ombro, e a característica protrusão medial da escápula, que se torna mais evidente quando o paciente tenta empurrar uma parede. A fisiopatologia está diretamente ligada à perda da função estabilizadora do serrátil anterior, que não consegue mais manter a escápula aderida à caixa torácica. O tratamento da escápula alada pode variar desde fisioterapia para fortalecimento de músculos adjacentes até, em casos selecionados e persistentes, cirurgia para estabilização da escápula ou transferência muscular. Para residentes, é fundamental reconhecer a anatomia cirúrgica da axila, identificar o nervo torácico longo e empregar técnicas cirúrgicas cuidadosas para minimizar o risco de lesão. A prevenção é a melhor abordagem, e o reconhecimento precoce da complicação permite um manejo adequado e melhora o prognóstico funcional do paciente.
O nervo torácico longo é responsável pela inervação do músculo serrátil anterior. Este músculo é crucial para a estabilização da escápula contra a parede torácica e para a rotação superior da escápula, permitindo a elevação do braço acima de 90 graus.
A escápula alada é uma condição em que a margem medial da escápula se projeta posteriormente, assemelhando-se a uma asa. Sua causa principal é a paralisia do músculo serrátil anterior, geralmente devido à lesão do nervo torácico longo, frequentemente durante procedimentos cirúrgicos na axila.
O nervo torácico longo está em risco de lesão em procedimentos cirúrgicos que envolvem a dissecção da axila, como a linfadenectomia axilar para câncer de mama, biópsia de linfonodo sentinela, ou cirurgias para correção de deformidades torácicas. Sua localização superficial o torna vulnerável.
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