UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024
A “queda de braço” é uma atividade esportiva que pode causar fratura do úmero por sua torção excessiva. O nervo que tem elevado risco de lesão devido à sua localização extremamente próxima ao úmero é o
Fratura de diáfise umeral → alto risco de lesão do nervo radial.
O nervo radial percorre o sulco espiral na diáfise do úmero, tornando-o extremamente vulnerável a lesões em fraturas umerais, especialmente as de tipo espiral ou oblíqua por torção.
O nervo radial é um dos principais nervos do membro superior, originando-se do plexo braquial e inervando os músculos extensores do braço, antebraço e mão, além de fornecer sensibilidade para parte do dorso da mão. Sua trajetória é particularmente relevante na diáfise do úmero, onde ele percorre o sulco espiral (ou sulco radial) na face posterior do osso. Essa proximidade anatômica o torna o nervo mais frequentemente lesado em fraturas do úmero, especialmente as que afetam a diáfise. A lesão do nervo radial em fraturas umerais pode ocorrer por contusão, estiramento, compressão ou, em casos mais graves, laceração. Os sintomas típicos incluem a "mão caída" (incapacidade de estender o punho e os dedos), perda de sensibilidade na face dorsal do antebraço e da mão, e dificuldade em estender o polegar. O diagnóstico é clínico, complementado por eletroneuromiografia em casos de dúvida ou para acompanhamento da recuperação. O manejo inicial de uma fratura de úmero com lesão do nervo radial envolve a imobilização adequada da fratura e a observação da recuperação neurológica. A maioria das lesões é por neuropraxia ou axonotmese e tende a se recuperar espontaneamente em semanas a meses. A intervenção cirúrgica para exploração do nervo é geralmente reservada para lesões abertas, lesões que não mostram sinais de recuperação após um período de observação, ou quando há evidência de encarceramento do nervo no foco da fratura.
Uma lesão do nervo radial pode causar fraqueza ou paralisia dos músculos extensores do punho e dos dedos (mão caída), perda de sensibilidade na face dorsal do antebraço e da mão, e dificuldade em estender o polegar.
O nervo radial passa em um sulco estreito (sulco espiral ou radial) na diáfise posterior do úmero, tornando-o suscetível a compressão, estiramento ou laceração durante fraturas ou deslocamentos ósseos nessa região.
A conduta inicial inclui imobilização da fratura, avaliação neurológica detalhada para documentar o déficit, e acompanhamento. A maioria das lesões nervosas associadas a fraturas umerais é por neuropraxia e resolve espontaneamente, mas a cirurgia pode ser necessária em casos de lesão aberta ou falha na recuperação.
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