CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2016
A sensibilidade dolorosa da íris é derivada do:
Sensibilidade da íris → Nervo Nasociliar (ramo do Nervo Oftálmico V1).
A inervação sensorial do globo ocular, incluindo a íris e a córnea, é mediada por ramos do nervo nasociliar, que provém da divisão oftálmica do trigêmeo.
A anatomia nervosa da órbita é complexa devido à convergência de funções motoras, sensitivas e autonômicas. O nervo nasociliar desempenha um papel crucial na proteção ocular, pois seus ramos (ciliares longos e curtos) são responsáveis pelo reflexo corneano e pela sensibilidade dolorosa em processos inflamatórios como uveítes e iridociclites. A dor intensa na íris durante traumas ou inflamações é conduzida via trigêmeo, explicando por que patologias oculares podem causar cefaleias referidas no território de V1.
O nervo nasociliar é um dos três ramos principais do nervo oftálmico (V1), que por sua vez é a primeira divisão do nervo trigêmeo (V par craniano). Ele entra na órbita através da fissura orbitária superior, dentro do anel de Zinn.
A sensibilidade da íris é transmitida pelos nervos ciliares longos, que são ramos diretos do nervo nasociliar. Eles perfuram a esclera e correm no espaço supracoroidiano até atingirem o corpo ciliar e a íris, mediando a percepção de dor e tato.
O gânglio ciliar é uma estação de sinapse para fibras parassimpáticas (motoras) vindas do nervo oculomotor (III par). Já o nervo nasociliar transporta fibras sensitivas aferentes. Embora algumas fibras sensitivas passem pelo gânglio ciliar sem fazer sinapse, a origem da sensibilidade é o nasociliar.
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