HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Durante a cirurgia de tireoidectomia, deve-se ter extremo cuidado na técnica cirurgia, para não ocorrer a lesão de dois importantes ramos nervosos, que podem ser responsáveis pela paralisia das cordas vocais. Qual o nome desse ramo nervoso?
Lesão do nervo laríngeo recorrente na tireoidectomia → paralisia de corda vocal e disfonia.
O nervo laríngeo recorrente é um ramo do nervo vago e é responsável pela inervação da maioria dos músculos intrínsecos da laringe. Sua lesão durante a tireoidectomia é uma complicação temida, levando à paralisia da corda vocal ipsilateral e consequente rouquidão ou disfonia.
A tireoidectomia é um procedimento cirúrgico comum para tratar doenças da tireoide, como nódulos, bócio e câncer. Contudo, é uma cirurgia que exige grande precisão devido à proximidade de estruturas vitais, como as glândulas paratireoides e os nervos laríngeos. A compreensão da anatomia cirúrgica é crucial para minimizar complicações e garantir a segurança do paciente. O nervo laríngeo recorrente, um ramo do nervo vago (X par craniano), é particularmente vulnerável durante a tireoidectomia. Ele inerva todos os músculos intrínsecos da laringe, exceto o cricotireoideo, sendo fundamental para a movimentação das cordas vocais. Sua lesão pode ocorrer por tração, secção, compressão ou isquemia, resultando em paralisia da corda vocal ipsilateral. O diagnóstico é clínico, com disfonia, e pode ser confirmado por laringoscopia. O tratamento da lesão do nervo laríngeo recorrente varia conforme a gravidade e o tempo de evolução. Em casos de paralisia unilateral, pode-se optar por fonoterapia ou procedimentos como tireoplastia de medialização. A prevenção é a melhor abordagem, com identificação visual do nervo e, em alguns centros, uso de neuromonitorização intraoperatória. Residentes devem dominar a anatomia do pescoço e as técnicas de dissecção para evitar essa complicação.
Os principais sintomas incluem rouquidão (disfonia), voz fraca, dificuldade para falar alto e, em casos bilaterais, dispneia e estridor devido à paralisia das cordas vocais.
A prevenção envolve a identificação e dissecção cuidadosa do nervo, uso de neuromonitorização intraoperatória, ligadura seletiva de vasos próximos ao nervo e técnica cirúrgica meticulosa.
A lesão do nervo laríngeo recorrente causa paralisia da corda vocal e rouquidão. A lesão do nervo laríngeo superior (especialmente o ramo externo) afeta o músculo cricotireoideo, resultando em dificuldade para modular o tom da voz e fadiga vocal.
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