UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Homem de 19 anos foi submetido a orquiectomia radical direita por via inguinal devido massa testicular direita. No primeiro retorno ambulatorial queixou-se de parestesia em face medial da coxa e bolsa testicular à direita. O nervo provavelmente lesado durante a cirurgia foi o
Parestesia em face medial da coxa e bolsa testicular pós-orquiectomia → lesão do nervo ilioinguinal.
O nervo ilioinguinal é frequentemente lesado em cirurgias inguinais, como a orquiectomia, devido ao seu trajeto superficial. Ele é responsável pela sensibilidade da pele da face medial da coxa, raiz do pênis/clitóris, escroto/grandes lábios, o que explica a parestesia relatada pelo paciente.
A orquiectomia radical por via inguinal é um procedimento cirúrgico comum para o tratamento de massas testiculares suspeitas de malignidade. Embora seja uma cirurgia relativamente segura, complicações neurológicas, como a lesão de nervos periféricos, podem ocorrer. A compreensão da anatomia da região inguinal é crucial para minimizar esses riscos e para o diagnóstico correto de eventuais complicações pós-operatórias. O nervo ilioinguinal, derivado do plexo lombar (L1), é particularmente suscetível a lesões durante procedimentos na região inguinal devido ao seu trajeto. Ele emerge do músculo transverso do abdome e corre superficialmente no canal inguinal, tornando-o vulnerável a trauma por incisão, retração, compressão ou inclusão em suturas. A lesão desse nervo resulta em parestesia, dormência ou dor neuropática na área de sua inervação, que inclui a pele da face medial da coxa e a porção superior da bolsa testicular (ou grandes lábios em mulheres). O diagnóstico da lesão nervosa é primariamente clínico, baseado na queixa do paciente e na correlação com a área de inervação do nervo. O manejo inicial é conservador, com analgésicos e fisioterapia. Em casos de dor persistente e incapacitante, podem ser consideradas outras abordagens, como bloqueios nervosos ou, em último caso, exploração cirúrgica. A prevenção é a melhor estratégia, exigindo um conhecimento anatômico detalhado e técnica cirúrgica cuidadosa para identificar e preservar os nervos da região inguinal.
O nervo ilioinguinal emerge do plexo lombar (L1), perfura o músculo transverso do abdome e segue superficialmente no canal inguinal. Ele inerva a pele da face medial da coxa, a raiz do pênis/clitóris e a parte superior do escroto/grandes lábios.
O nervo ilioinguinal é vulnerável a lesões em cirurgias inguinais devido ao seu trajeto superficial e proximidade com as estruturas manipuladas. Pode ser comprimido, tracionado ou seccionado durante a dissecção ou sutura dos tecidos.
O nervo ilioinguinal inerva a pele da face medial da coxa e a genitália externa superior. O nervo genitofemoral (ramo femoral e ramo genital) inerva a pele da parte superior e anterior da coxa e o músculo cremaster (no homem), além da pele do escroto/grandes lábios em uma área mais superior que o ilioinguinal.
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