UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Paciente foi submetido a tratamento cirúrgico de insuficiência da veia safena parva, por acesso no cavo poplíteo. No pós-operatório, não conseguia realizar a dorsi-flexão do pé. O nervo acometido, possivelmente, é o:
Incapacidade de dorsiflexão do pé (pé caído) = Lesão do Nervo Fibular Comum.
O nervo fibular comum contorna o colo da fíbula e é vulnerável em procedimentos no cavo poplíteo; sua lesão causa perda da dorsiflexão e eversão do pé.
A veia safena parva desemboca na veia poplítea na região do cavo poplíteo. Durante a abordagem cirúrgica desta junção, o nervo fibular comum, que se origina do nervo isquiático e segue lateralmente, está em risco direto. A manifestação clássica da lesão iatrogênica é o 'pé caído', onde o paciente apresenta uma marcha escarvante para compensar a impossibilidade de dorsiflexão. O conhecimento preciso da anatomia topográfica e o cuidado na dissecção são essenciais para evitar sequelas motoras permanentes.
O nervo fibular comum divide-se em fibular superficial, que inerva os músculos fibulares longo e curto (eversão do pé), e fibular profundo, que inerva o tibial anterior e extensores dos dedos (dorsiflexão do pé). Sua lesão resulta na incapacidade de elevar a ponta do pé.
Devido à sua posição anatômica superficial e proximidade com a junção safeno-poplítea e o colo da fíbula. Durante a cirurgia da veia safena parva, manobras de tração, dissecção inadvertida ou compressão podem comprometer este nervo.
A lesão do fibular comum causa 'pé caído' (perda de dorsiflexão). Já a lesão do nervo tibial impede a flexão plantar (incapacidade de ficar na ponta dos pés) e causa perda de sensibilidade na planta do pé.
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