UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Homem, 47a, apresentava tumor em região parotídea à esquerda, com crescimento assintomático há cerca de oito meses e medindo cerca de 45mm. Foi submetido à ressecção cirúrgica. Evoluiu no pós operatório com fechamento ocular incompleto e desvio do sulco nasolabial à esquerda.A ESTRUTURA ANATÔMICA COMPROMETIDA FOI:
Lesão do nervo facial (VII) é a complicação mais comum da parotidectomia, causando paralisia facial.
A parotidectomia, cirurgia para remover tumores da glândula parótida, tem como principal risco a lesão do nervo facial (VII par craniano), que atravessa a glândula. Os sintomas descritos (fechamento ocular incompleto e desvio do sulco nasolabial) são clássicos de paralisia facial.
A glândula parótida é a maior das glândulas salivares maiores, localizada na região pré-auricular. Sua importância cirúrgica reside na íntima relação com o nervo facial (VII par craniano), que a atravessa e se ramifica em seu interior para inervar os músculos da mímica facial. Tumores parotídeos são relativamente comuns, sendo a maioria benigna (ex: adenoma pleomórfico). A ressecção cirúrgica de tumores da parótida, conhecida como parotidectomia, é um procedimento delicado devido à necessidade de identificar e preservar o nervo facial. A lesão do nervo facial é a complicação mais temida e frequente, podendo ocorrer por secção, estiramento, compressão ou lesão térmica. Os sintomas de lesão do nervo facial incluem paralisia dos músculos da mímica, manifestando-se como dificuldade para fechar o olho (ramo zigomático), desvio da rima labial e sulco nasolabial (ramos bucal e marginal da mandíbula), e incapacidade de franzir a testa. O diagnóstico da lesão é clínico, observado no pós-operatório imediato. O tratamento depende da extensão da lesão, podendo variar de observação (para neuropraxia) a reparo microcirúrgico do nervo. A prevenção é a chave, com dissecção cuidadosa e, em alguns casos, uso de monitorização intraoperatória do nervo. A compreensão da anatomia do nervo facial e suas relações com a parótida é fundamental para qualquer cirurgião que realize este tipo de procedimento.
O nervo facial possui cinco ramos terminais principais: temporal, zigomático, bucal, marginal da mandíbula e cervical. Eles são responsáveis pela inervação motora dos músculos da mímica facial, incluindo o fechamento dos olhos e o movimento dos lábios.
O nervo facial atravessa a glândula parótida, dividindo-a em lobos superficial e profundo. Durante a ressecção de tumores, especialmente os maiores ou profundos, o nervo está em alto risco de lesão, seja por secção, tração ou compressão.
As consequências incluem assimetria facial permanente, dificuldade para fechar o olho (com risco de ceratite de exposição), dificuldade para falar e comer, e impacto psicossocial significativo. A recuperação pode ser parcial ou total, dependendo da extensão da lesão.
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