FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021
O par craniano acometido com mais frequência no aumento da pressão intracraniana é:
↑ PIC → compressão N. Abducente (VI) = diplopia.
O nervo abducente (VI par craniano) é o mais frequentemente acometido na hipertensão intracraniana devido ao seu longo trajeto e vulnerabilidade à compressão contra estruturas ósseas ou vasculares, resultando em paresia ou paralisia e, consequentemente, diplopia.
O aumento da pressão intracraniana (PIC) é uma condição grave que pode resultar de diversas etiologias, como traumatismo cranioencefálico, tumores, hemorragias e infecções. A identificação precoce dos sinais e sintomas é crucial para o manejo adequado e prevenção de sequelas neurológicas. A compreensão da anatomia e fisiopatologia dos pares cranianos é fundamental nesse contexto. O nervo abducente (VI par craniano) é classicamente o mais acometido no cenário de hipertensão intracraniana. Sua vulnerabilidade se deve ao seu longo trajeto desde o tronco cerebral até o seio cavernoso, onde inerva o músculo reto lateral. Qualquer aumento da pressão no espaço intracraniano pode causar estiramento ou compressão desse nervo, resultando em paresia ou paralisia, manifestada clinicamente por diplopia horizontal. Este sinal é um importante indicativo de 'falsa localização', pois a lesão do nervo não está necessariamente no local da patologia primária. O manejo da hipertensão intracraniana envolve medidas para reduzir a PIC, como elevação da cabeceira, sedação, uso de diuréticos osmóticos (manitol) ou salina hipertônica, e em casos refratários, drenagem liquórica ou craniectomia descompressiva. A resolução da diplopia geralmente acompanha a normalização da PIC, mas a persistência pode indicar lesão nervosa mais grave ou prolongada.
O acometimento do nervo abducente manifesta-se principalmente como diplopia horizontal, devido à paresia ou paralisia do músculo reto lateral, impedindo a abdução do olho.
O nervo abducente possui o trajeto intracraniano mais longo e é o mais fino, tornando-o suscetível à compressão e estiramento contra estruturas como a borda petrosa do osso temporal ou a artéria cerebelar superior.
Além da diplopia, outros sinais incluem cefaleia, náuseas, vômitos em jato, papiledema, alterações do nível de consciência e, em casos graves, bradicardia e hipertensão (reflexo de Cushing).
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