CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Entre as causas mais comuns de neovascularização na retina estão:
Isquemia retiniana (Falciforme, OVR) → ↑ VEGF → Neovascularização.
A neovascularização retiniana é uma resposta proliferativa à isquemia tecidual, sendo a anemia falciforme e as oclusões venosas causas prevalentes.
A neovascularização retiniana é o marco das retinopatias proliferativas. O mecanismo fisiopatológico central é a hipóxia tecidual, que ativa o fator induzido por hipóxia (HIF-1), promovendo a expressão do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). Além da retinopatia diabética, a anemia falciforme (especialmente os genótipos SC e S-tal) e as oclusões de ramo venoso (ORVCR) são causas fundamentais. O tratamento visa eliminar o estímulo isquêmico através da panfotocoagulação a laser ou neutralizar o VEGF com injeções intravítreas.
Na anemia falciforme, as hemácias em foice causam oclusões arteriolares periféricas. A isquemia resultante estimula a liberação de fatores angiogênicos, como o VEGF, levando à neovascularização em 'leque marinho' (sea-fan).
A oclusão de ramo venoso impede a drenagem sanguínea, aumentando a pressão hidrostática e reduzindo a perfusão capilar. A área de retina não perfundida torna-se isquêmica e secreta citocinas pró-angiogênicas.
Os neovasos são frágeis e crescem sobre a superfície da retina ou para o vítreo. Eles podem causar hemorragia vítrea e, ao se contraírem com o tecido fibroso associado, provocar descolamento tracional da retina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo