HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2022
Sobre as neoplasias das glândulas salivares, quase 70% das lesões acontecem na:
Neoplasias de glândulas salivares: ~70% ocorrem na glândula parótida, sendo a maioria benigna.
A glândula parótida é a glândula salivar maior mais frequentemente acometida por neoplasias, respondendo por aproximadamente 70% de todos os tumores de glândulas salivares. Embora a maioria desses tumores seja benigna (ex: adenoma pleomórfico, tumor de Warthin), a parótida também é o local mais comum para o desenvolvimento de cânceres salivares.
As glândulas salivares são divididas em maiores (parótidas, submandibulares e sublinguais) e menores (distribuídas pela mucosa oral e faríngea). As neoplasias das glândulas salivares são relativamente raras, representando menos de 1% de todos os cânceres. No entanto, o conhecimento de sua epidemiologia e localização é crucial para o diagnóstico e manejo. A glândula parótida é, de longe, a glândula salivar mais frequentemente acometida por neoplasias. Aproximadamente 70% a 80% de todos os tumores de glândulas salivares ocorrem na parótida. Apesar dessa alta incidência, a maioria dos tumores parotídeos é benigna, sendo o adenoma pleomórfico o mais comum, seguido pelo tumor de Warthin. No entanto, a parótida também é o local mais comum para tumores malignos de glândulas salivares. Em contraste, as glândulas submandibulares respondem por cerca de 10-15% dos tumores salivares, e as glândulas sublinguais e as glândulas salivares menores, embora menos frequentemente afetadas, têm uma maior proporção de malignidade quando um tumor se desenvolve nelas. A avaliação de qualquer massa em uma glândula salivar requer investigação cuidadosa, incluindo exames de imagem e biópsia, para determinar a natureza da lesão e planejar o tratamento adequado.
Os tumores benignos mais comuns da glândula parótida são o adenoma pleomórfico (tumor misto), que é o mais frequente de todos os tumores salivares, e o tumor de Warthin (cistadenoma papilar linfomatoso), que é o segundo mais comum e tem predileção por homens fumantes.
Os tumores malignos mais comuns da glândula parótida incluem o carcinoma mucoepidermoide, o carcinoma adenoide cístico e o adenocarcinoma. A incidência de malignidade é inversamente proporcional ao tamanho da glândula salivar, sendo maior nas glândulas menores.
O diagnóstico geralmente começa com exame físico e exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. A biópsia por agulha fina (PAAF) é frequentemente utilizada para obter material para análise citopatológica, auxiliando na diferenciação entre lesões benignas e malignas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo