UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 67 anos de idade, relata o diagnóstico incidental de pequenas lesões císticas localizadas na cabeça e corpo pancreático, que foram identificadas após realização de tomografia computadorizada do abdome. Nega dor abdominal, perda de peso, icterícia, colúria, hipocolia, esteatorreia, diabetes melitus, melena e hematêmese. Em relação às neoplasias císticas do pâncreas, assinale a alternativa CORRETA:
Cistos pancreáticos: sinais de malignização incluem tamanho >3cm, dilatação ducto principal, componente sólido ou nódulos parietais.
A avaliação de lesões císticas pancreáticas incidentais é crucial devido ao potencial de malignização de alguns tipos. Fatores como o tamanho do cisto, a comunicação com o ducto pancreático principal, a presença de componentes sólidos ou nódulos na parede são indicadores de maior risco e guiam a conduta, que pode variar de vigilância a ressecção cirúrgica.
As neoplasias císticas do pâncreas são um grupo heterogêneo de lesões que variam desde benignas até malignas, muitas vezes descobertas incidentalmente em exames de imagem. A prevalência de cistos pancreáticos tem aumentado devido à maior disponibilidade e resolução de exames como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar lesões benignas que podem ser apenas observadas daquelas com potencial de malignização que requerem vigilância rigorosa ou ressecção cirúrgica. A fisiopatologia e o potencial de malignização variam conforme o tipo histológico. As principais categorias incluem o cistoadenoma seroso (geralmente benigno, sem potencial maligno), o cistoadenoma mucinoso (quase exclusivamente em mulheres, com estroma ovariano e alto potencial de malignização), e a neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN), que pode envolver o ducto principal (MD-IPMN, alto risco) ou os ramos laterais (BD-IPMN, menor risco, mas ainda presente). O diagnóstico diferencial é crucial e baseia-se em características de imagem (tamanho, septações, componente sólido, dilatação do ducto principal) e, por vezes, análise do líquido cístico. O tratamento e o prognóstico dependem do tipo de cisto e da presença de fatores de risco para malignização. Lesões com alto risco (ex: MD-IPMN, cistoadenoma mucinoso, ou qualquer cisto com nódulo parietal, dilatação do ducto principal ou crescimento rápido) geralmente requerem ressecção cirúrgica. Cistos de baixo risco podem ser acompanhados com vigilância por imagem. A decisão de intervir é complexa e deve considerar a idade do paciente, comorbidades e o risco-benefício da cirurgia versus a vigilância.
Os principais tipos são o cistoadenoma seroso (geralmente benigno), o cistoadenoma mucinoso (potencial maligno significativo) e a neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN), que pode ser de ducto principal ou de ramos laterais, ambos com potencial maligno.
Características de alto risco incluem tamanho do cisto maior que 3 cm, dilatação do ducto pancreático principal (> 5 mm), presença de componente sólido ou nódulos parietais, e crescimento rápido do cisto.
O cistoadenoma seroso tipicamente apresenta múltiplos cistos pequenos ("favo de mel") e não se comunica com o ducto principal, sendo geralmente benigno. O cistoadenoma mucinoso é macrocístico, unilocular ou oligocístico, com septos espessos e estroma ovariano, e possui potencial maligno.
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