Neoplasia Trofoblástica Gestacional: Seguimento Pós-Esvaziamento

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 16 anos submetida a esvaziamento uterino por neoplasia trofoblástica gestacional. Quanto ao seguimento pós-evacuação: I. contracepção materna 6-12 meses está indicada; II. dosagem seriada de β-hCG quantitativo, como principal exame no seguimento; III. referência de todos os casos ao oncologista para seguimento multiprofissional; IV. exames subsidiários, como US transvaginal, mensalmente, para avaliar hiperfluxo de alta resistência no local de invasão e doença metastática. Há indicação correta apenas em:

Alternativas

  1. A) I e II.
  2. B) I, II e III.
  3. C) III e IV.
  4. D) I, II e IV.
  5. E) I e III.

Pérola Clínica

Seguimento NTG pós-esvaziamento → contracepção 6-12 meses + β-hCG seriado + referência ao oncologista.

Resumo-Chave

O seguimento pós-esvaziamento de neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) é crucial para detectar persistência ou malignização. A contracepção é essencial para evitar nova gestação que mascararia a dosagem de β-hCG, principal marcador de seguimento. A referência ao oncologista é indicada para manejo especializado.

Contexto Educacional

A neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) engloba um espectro de doenças que surgem da proliferação anormal do trofoblasto, variando desde a mola hidatiforme benigna até o coriocarcinoma metastático. O esvaziamento uterino é o tratamento inicial para a mola, mas o seguimento rigoroso é essencial devido ao risco de doença persistente ou maligna. O pilar do seguimento pós-esvaziamento é a dosagem seriada de β-hCG quantitativo, que deve ser realizada semanalmente até a normalização por três semanas consecutivas, e depois mensalmente por 6 a 12 meses. Durante este período, a contracepção é imperativa para evitar uma nova gravidez que mascararia os níveis de β-hCG. A referência a um oncologista é crucial para o manejo especializado, especialmente em casos de doença persistente, maligna ou de alto risco. Exames subsidiários como ultrassonografia transvaginal podem ser úteis para avaliar a presença de lesões uterinas residuais, mas não são o principal método para detectar metástases ou monitorar a resposta ao tratamento. A avaliação de metástases requer exames como tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve. A detecção precoce de doença persistente ou maligna é vital para o sucesso do tratamento e a preservação da fertilidade.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da contracepção no seguimento da neoplasia trofoblástica gestacional?

A contracepção é fundamental por 6 a 12 meses após o esvaziamento para evitar uma nova gestação, que elevaria os níveis de β-hCG e dificultaria a detecção de doença persistente ou recorrente.

Qual o principal exame para monitorar a paciente após o esvaziamento por NTG?

A dosagem seriada de β-hCG quantitativo é o principal exame no seguimento, pois seus níveis refletem a atividade da doença trofoblástica e guiam a conduta.

Quando é indicada a referência ao oncologista no seguimento da NTG?

Todos os casos de neoplasia trofoblástica gestacional devem ser referenciados ao oncologista para seguimento multiprofissional, especialmente se houver persistência da doença ou risco de malignização.

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