Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2020
Uma paciente com diagnóstico de Neoplasia Trofoblástica Gestacional que tem extensão para os pulmões, com ou sem comprometimento do trato genital, corresponde ao estadiamento:
NTG com metástase pulmonar (± trato genital) = Estadiamento FIGO III.
O estadiamento da Neoplasia Trofoblástica Gestacional (NTG) pela FIGO é crucial para definir o tratamento. A presença de metástases pulmonares, com ou sem envolvimento do trato genital, classifica a doença como Estágio III, indicando doença metastática limitada aos pulmões.
A Neoplasia Trofoblástica Gestacional (NTG) é um grupo de doenças raras que se desenvolvem a partir de tecido trofoblástico anormal, geralmente após uma gravidez molar, mas também pode seguir uma gravidez a termo, aborto ou gravidez ectópica. Inclui mola invasora, coriocarcinoma, tumor trofoblástico de sítio placentário e tumor trofoblástico epitelióide. O diagnóstico é baseado principalmente na elevação persistente dos níveis de beta-hCG sérico após a evacuação de uma mola ou outra gestação. O estadiamento da NTG é crucial para determinar o prognóstico e o plano de tratamento, sendo classificado pela FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia). O Estágio I corresponde à doença limitada ao útero. O Estágio II envolve a extensão da doença para estruturas pélvicas ou genitais (vagina, ligamento largo). O Estágio III é definido pela presença de metástases pulmonares, com ou sem envolvimento do trato genital. Este é o ponto chave da questão, pois a extensão para os pulmões, mesmo que seja o único sítio metastático distante, já classifica a doença como Estágio III. O Estágio IV, por sua vez, é reservado para metástases em outros sítios distantes além dos pulmões, como cérebro, fígado ou rim. A compreensão precisa do estadiamento é vital para a escolha da quimioterapia e para o manejo adequado dessas pacientes.
O estadiamento da NTG é realizado pela FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) e considera a extensão da doença. Estágio I: doença limitada ao útero; Estágio II: extensão para estruturas pélvicas/genitais; Estágio III: metástases pulmonares; Estágio IV: metástases em outros sítios distantes.
O estadiamento é fundamental para determinar o risco da doença (baixo, intermediário ou alto) e, consequentemente, guiar a escolha do regime quimioterápico. Pacientes com doença de baixo risco geralmente respondem bem à monoterapia, enquanto as de alto risco necessitam de poliquimioterapia.
Os pulmões são o sítio mais comum de metástase na NTG, ocorrendo em cerca de 80% dos casos metastáticos. Outros sítios incluem vagina, cérebro e fígado, que indicam um prognóstico mais reservado e um estadiamento mais avançado (Estágio IV).
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