IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2022
Faz-se diagnóstico de neoplasia trofoblástica gestacional quando, após esvaziamento uterino por mola hidatiforme, ocorre:
Pós-mola: NTG = bhCG em platô por 3 semanas (4 valores) OU elevação por 2 semanas (3 valores) OU bhCG > 20.000 mUI/mL após 4 semanas.
O diagnóstico de Neoplasia Trofoblástica Gestacional (NTG) após esvaziamento de mola hidatiforme é baseado principalmente na cinética do beta-hCG. A manutenção de níveis de bhCG em platô por três semanas consecutivas (quatro valores) é um dos critérios diagnósticos estabelecidos pela FIGO para definir a persistência da doença e iniciar o tratamento.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), uma condição caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Após o esvaziamento uterino de uma mola, é imperativo um acompanhamento rigoroso dos níveis séricos de beta-hCG para detectar precocemente a Neoplasia Trofoblástica Gestacional (NTG), que é a forma maligna da DTG. A NTG pode se manifestar como mola invasora, coriocarcinoma, tumor trofoblástico de sítio placentário ou tumor trofoblástico epitelióide. O diagnóstico de NTG é primariamente bioquímico, baseado na cinética do bhCG. Os critérios da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) para NTG incluem: 1) Platô de bhCG (variação <10%) por três semanas consecutivas (quatro valores); 2) Elevação do bhCG (>10%) em duas semanas consecutivas (três valores); 3) bhCG detectável por seis meses ou mais após o esvaziamento da mola; ou 4) Diagnóstico histopatológico de coriocarcinoma ou tumor trofoblástico de sítio placentário. É fundamental que os profissionais de saúde conheçam esses critérios para evitar atrasos no tratamento. Uma vez diagnosticada a NTG, a paciente é estratificada em baixo ou alto risco com base em fatores como idade, gestação anterior, intervalo entre a gestação molar e o diagnóstico, nível de bhCG inicial, tamanho do maior tumor e presença de metástases. O tratamento é predominantemente quimioterápico, com monoterapia para casos de baixo risco e poliquimioterapia para alto risco. O prognóstico geral é excelente, especialmente para doenças de baixo risco, com altas taxas de cura se o tratamento for iniciado prontamente.
Os critérios da FIGO para NTG incluem: 1) Platô de bhCG (variação <10%) por três semanas consecutivas (quatro valores); 2) Elevação do bhCG (>10%) em duas semanas consecutivas (três valores); 3) bhCG detectável 6 meses após o esvaziamento; ou 4) Diagnóstico histopatológico de coriocarcinoma ou tumor trofoblástico de sítio placentário.
O acompanhamento semanal do bhCG é crucial porque ele é um marcador tumoral altamente sensível e específico para o tecido trofoblástico. A persistência, elevação ou platô dos seus níveis indica a presença de doença trofoblástica residual ou persistente, que pode evoluir para NTG e necessitar de tratamento.
Após o diagnóstico de NTG, a conduta inicial envolve a estratificação de risco da paciente (sistema de pontuação da FIGO) para determinar se a doença é de baixo ou alto risco. Isso guiará a escolha do regime quimioterápico, que pode ser monoterapia (para baixo risco) ou poliquimioterapia (para alto risco).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo