UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Uma paciente de 65 anos, com quadro de constipação e emagrecimento significativo, realizou colonoscopia, que identificou neoplasia invasiva do intestino. Após consulta no ambulatório de cirurgia, foi indicada químio e radioterapia neoadjuvantes, pois o tumor localizava-se no seguinte seguimento:
Neoplasia invasiva de reto → quimiorradioterapia neoadjuvante para tumores localmente avançados.
Em pacientes com neoplasia invasiva do intestino, a indicação de quimiorradioterapia neoadjuvante (pré-operatória) é um pilar no tratamento do câncer de reto, especialmente para tumores localmente avançados. Essa abordagem visa reduzir o tamanho do tumor, esterilizar margens e diminuir o risco de recidiva local, otimizando a ressecção cirúrgica e, em alguns casos, possibilitando cirurgias mais conservadoras.
O câncer colorretal é uma das neoplasias mais comuns e a terceira principal causa de morte por câncer em todo o mundo. Embora o termo 'colorretal' seja frequentemente usado de forma abrangente, o câncer de reto possui características distintas e um manejo terapêutico que difere significativamente do câncer de cólon, principalmente devido à sua localização na pelve e à proximidade com estruturas vitais. Em pacientes com neoplasia invasiva do intestino, a localização do tumor é um fator determinante para a estratégia de tratamento. Tumores localizados no reto, especialmente aqueles classificados como localmente avançados (estágios II e III), são frequentemente submetidos à quimiorradioterapia neoadjuvante. Esta abordagem pré-operatória tem como objetivos principais a redução do volume tumoral (downstaging), a esterilização de margens cirúrgicas, a diminuição do risco de recidiva local e, em muitos casos, a possibilidade de realizar cirurgias mais conservadoras que preservem o esfíncter anal. Para tumores localizados em outros segmentos do intestino, como ceco, sigmoide ou íleo distal, a abordagem primária geralmente é a ressecção cirúrgica, com quimioterapia adjuvante sendo considerada com base no estadiamento patológico pós-operatório. A constipação e o emagrecimento significativo em um paciente idoso são sinais de alerta que exigem investigação diagnóstica, sendo a colonoscopia o exame padrão-ouro para identificar e biopsiar lesões suspeitas no cólon e reto.
A quimiorradioterapia neoadjuvante é classicamente indicada para neoplasias de reto localmente avançadas (estágios II e III). Seu objetivo é reduzir o tamanho do tumor, permitir uma ressecção cirúrgica mais completa, diminuir o risco de recidiva local e, em alguns casos, possibilitar a preservação do esfíncter anal.
A principal diferença reside na abordagem neoadjuvante. Enquanto o câncer de cólon é geralmente tratado com cirurgia primária seguida de quimioterapia adjuvante (se indicada), o câncer de reto, devido à sua anatomia pélvica e maior risco de recidiva local, frequentemente requer quimiorradioterapia neoadjuvante antes da cirurgia.
Sintomas de alerta em idosos incluem alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia de início recente), sangramento retal, emagrecimento inexplicável, dor abdominal e tenesmo. A presença desses sintomas justifica uma investigação imediata, como a colonoscopia.
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