UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Homem, 72 anos, refere alteração no hábito intestinal há 6 meses, passando a evacuar várias vezes ao dia, com muco e estrias de sangue nas fezes. Familiares referem que paciente apresenta perda de apetite e perda ponderal de 10kg no período. A abordagem inicial, o provável diagnóstico e o tratamento mais adequado são:
Idoso com alteração intestinal, muco/sangue, perda peso → Neoplasia de Reto: Proctológico, Colonoscopia, Tto multimodal.
Os sintomas descritos (alteração do hábito intestinal, muco e estrias de sangue nas fezes, perda de apetite e perda ponderal em idoso) são altamente sugestivos de neoplasia colorretal, especialmente de reto. A abordagem inicial deve incluir o exame proctológico para avaliação local, e o tratamento é multimodal, envolvendo radioterapia/quimioterapia e/ou cirurgia, dependendo do estadiamento.
A neoplasia de reto é uma condição maligna comum, especialmente em idosos, e faz parte do espectro do câncer colorretal. Os sintomas clássicos incluem alterações do hábito intestinal, sangramento retal (muco e estrias de sangue nas fezes), tenesmo e, em estágios mais avançados, perda de peso e anemia. A suspeita clínica deve ser alta em pacientes com esses achados, especialmente se houver fatores de risco como idade avançada e histórico familiar. A abordagem diagnóstica inicial é fundamental e deve incluir um exame proctológico completo, com toque retal e, idealmente, retoscopia ou retossigmoidoscopia. Estes exames permitem a visualização direta da lesão e a coleta de biópsias para confirmação histopatológica. A colonoscopia total é essencial para avaliar todo o cólon e descartar lesões sincrônicas. O estadiamento é realizado com exames de imagem como tomografia de abdome e pelve, ressonância magnética pélvica e PET-CT. O tratamento da neoplasia de reto é complexo e individualizado, envolvendo uma equipe multidisciplinar. A cirurgia é a base do tratamento, mas frequentemente é precedida por quimioterapia e/ou radioterapia neoadjuvante para reduzir o tumor e melhorar os resultados cirúrgicos. A escolha da modalidade terapêutica depende do estadiamento do tumor, da localização e das condições clínicas do paciente. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços nas técnicas cirúrgicas e na terapia adjuvante.
Os sintomas incluem alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação), sangramento retal (muco e estrias de sangue nas fezes), tenesmo, sensação de evacuação incompleta, dor abdominal e, em casos avançados, perda de peso e anemia.
O exame proctológico, que inclui o toque retal e a retoscopia, é crucial para a avaliação inicial. Ele permite identificar massas palpáveis ou lesões visíveis no reto, que podem ser biopsiadas para confirmação histopatológica.
O tratamento da neoplasia de reto é multimodal e depende do estadiamento. Geralmente envolve uma combinação de cirurgia (ressecção), radioterapia e quimioterapia, podendo ser neoadjuvante (antes da cirurgia) ou adjuvante (após a cirurgia).
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