USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2023
Homem, 17 anos, refere contusão do joelho há 1 mês, durante prática esportiva. Relata que, desde então, a dor no joelho persiste, sem melhoras com aplicação de gelo e com uso de anti-inflamatórios.A radiografia é apresentada. Considerando a hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.
Dor óssea persistente pós-trauma, sem melhora com AINEs, especialmente em jovem → suspeitar neoplasia.
Em jovens, uma dor persistente no joelho após um trauma, que não melhora com medidas conservadoras, deve levantar a suspeita de uma patologia mais grave, como uma neoplasia óssea, que pode ser revelada por alterações radiográficas.
A dor no joelho é uma queixa comum, especialmente em adolescentes e jovens atletas, frequentemente associada a traumas ou lesões por esforço repetitivo. No entanto, a persistência da dor por um período prolongado (ex: 1 mês), sem melhora com medidas conservadoras como gelo e anti-inflamatórios, deve levantar a suspeita de condições mais sérias, que vão além de uma simples contusão. Em pacientes jovens, a dor óssea persistente, especialmente se associada a dor noturna, aumento de volume local ou limitação funcional progressiva, é um sinal de alerta para neoplasias ósseas primárias, como o osteossarcoma ou o sarcoma de Ewing. A radiografia simples é o exame inicial e pode revelar achados sugestivos de malignidade, como destruição cortical, reação periosteal agressiva (padrão em 'raios de sol' ou 'casca de cebola') ou uma massa de partes moles associada. Diante da suspeita de neoplasia, a investigação prossegue com exames de imagem mais avançados, como ressonância magnética, que delimita a extensão da lesão e o envolvimento de partes moles, e biópsia para confirmação histopatológica. O tratamento varia conforme o tipo e estágio do tumor, podendo incluir quimioterapia, cirurgia e radioterapia. O diagnóstico precoce é crucial para um melhor prognóstico e para evitar a progressão da doença.
Sinais de alerta incluem dor persistente que não melhora com repouso ou anti-inflamatórios, dor noturna, aumento de volume local, limitação funcional e achados anormais na radiografia, como lesões líticas ou blásticas e reação periosteal.
A radiografia é o primeiro exame de imagem e pode revelar alterações características de neoplasias ósseas, como lesões líticas ou blásticas, reação periosteal (ex: triângulo de Codman, espículas em 'raios de sol') ou massa de partes moles, direcionando a investigação para exames mais avançados.
A idade é fundamental. Em adolescentes e adultos jovens, tumores ósseos primários (ex: osteossarcoma, sarcoma de Ewing) são mais comuns, enquanto em idosos, metástases ou mieloma múltiplo devem ser considerados, guiando a investigação diagnóstica.
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