Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Assinale a alternativa incorreta com relação às Neoplasias Mucinosas Papilíferas Intraductais:
IPMN: o tipo histológico mais comum é o gástrico (especialmente em ductos secundários), não o pancreático ou pancreatobiliar.
As Neoplasias Mucinosas Papilíferas Intraductais (IPMNs) são classificadas histologicamente nos tipos gástrico, intestinal, pancreatobiliar e oncocítico. O tipo gástrico é o mais prevalente e geralmente está associado a um comportamento menos agressivo (displasia de baixo grau).
A Neoplasia Mucinosa Papilífera Intraductal (IPMN) é um tipo de tumor cístico do pâncreas caracterizado pela proliferação de células epiteliais produtoras de mucina dentro dos ductos pancreáticos. São consideradas lesões pré-malignas com potencial de progressão para adenocarcinoma ductal pancreático invasivo. A classificação é fundamental para o manejo e se baseia na localização (ducto principal, ductos secundários ou misto) e no grau de displasia. Histologicamente, os IPMNs são divididos em quatro subtipos: gástrico, intestinal, pancreatobiliar e oncocítico. Contrariando a intuição, o tipo gástrico é o mais comum, especialmente nos IPMNs de ductos secundários, e tende a apresentar displasia de baixo grau e um curso mais indolente. O tipo intestinal é frequentemente associado a displasia de alto grau, enquanto o tipo pancreatobiliar é o mais agressivo e com pior prognóstico, sendo frequentemente invasivo no momento do diagnóstico. O manejo dos IPMNs depende do risco de malignidade. IPMNs do ducto principal ou mistos com envolvimento do ducto principal são geralmente ressecados cirurgicamente devido ao alto risco de câncer. Já os IPMNs de ductos secundários podem ser acompanhados clinicamente se não apresentarem características de alto risco, como tamanho >3 cm, presença de nódulos murais sólidos ou dilatação do ducto pancreático principal.
Existem quatro subtipos histológicos principais de IPMN: gástrico, que é o mais comum e geralmente de baixo grau; intestinal, que pode se assemelhar a adenomas vilosos do cólon; pancreatobiliar, que é o mais agressivo e com pior prognóstico; e oncocítico, que é raro.
O IPMN do ducto pancreático principal tem um risco de malignidade significativamente maior (cerca de 60-70%) em comparação com o IPMN de ductos secundários. A presença de características de alto risco, como nódulos murais ou dilatação acentuada do ducto, são indicações para ressecção cirúrgica.
O seguimento de IPMNs de ductos secundários, pequenos e sem características de alto risco, é feito com exames de imagem seriados, como ressonância magnética (colangiopancreatografia por RM) ou ultrassom endoscópico, para monitorar o crescimento e o surgimento de sinais de alerta que possam indicar a necessidade de cirurgia.
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