UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Um paciente de 65 anos é submetido a uma tomografia computadorizada, após apresentar dor abdominal crônica e perda de peso. O exame revela dilatação do ducto pancreático principal (> 5 mm), sem evidências de obstrução, com cistos de pequeno diâmetro que se comunicam com o ducto pancreático principal. A ressonância magnética confirma a presença de múltiplos cistos no processo uncinado, com sinais de produção de mucina. Diante desse achado, qual seria a conduta mais apropriada?
IPMN de ducto principal (dilatação > 5mm) = Alto risco de malignidade → Indicação de ressecção cirúrgica.
O IPMN de ducto principal possui um potencial de malignização significativamente maior (até 100% em algumas séries) comparado ao de ductos secundários, justificando a conduta cirúrgica agressiva quando há dilatação ductal.
As neoplasias mucinosas papilares intraductais (IPMN) são precursoras do adenocarcinoma pancreático. A classificação em ducto principal, secundário ou misto é fundamental para o prognóstico. A dilatação do ducto principal acima de 5 mm é considerada um 'worrisome feature' ou sinal de alarme, e acima de 10 mm é um estigma de alta malignidade. Em pacientes com sintomas como dor abdominal e perda de peso, a intervenção cirúrgica (Whipple ou pancreatectomia distal) é o padrão-ouro para prevenir a progressão para carcinoma invasivo.
O IPMN de ducto principal envolve o canal pancreático mestre e apresenta um risco de transformação maligna muito elevado (36-100%), enquanto o IPMN de ducto secundário (ramo lateral) tem um risco menor, permitindo vigilância em casos selecionados sem sinais de alarme.
Os sinais de alta suspeição incluem icterícia obstrutiva por lesão na cabeça do pâncreas, componente sólido realçante dentro do cisto e ducto pancreático principal com calibre ≥ 10 mm. Esses achados indicam necessidade imediata de cirurgia.
Em casos onde os critérios de imagem (dilatação do ducto principal > 5mm em paciente sintomático) já indicam alto risco de malignidade, a biópsia pode não alterar a conduta e traz riscos de disseminação de células tumorais ou complicações, sendo a cirurgia a conduta definitiva.
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