USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Homem de 42 anos apresenta lesão ulcerada em região pré-auricular direita, de rápida evolução, apresentando paralisia facial periférica e presença de múltiplos linfonodos cervicais (figura abaixo). Qual o sítio primário mais provável?
Lesão pré-auricular + paralisia facial + linfonodos cervicais → alta suspeita de neoplasia maligna de parótida.
A paralisia facial periférica em um paciente com massa pré-auricular e linfonodomegalia cervical é um sinal de alarme para malignidade da glândula parótida, indicando invasão do nervo facial pelo tumor. A glândula parótida é o sítio mais comum para tumores que afetam o nervo facial.
A glândula parótida é o local mais comum para tumores de glândulas salivares, sendo a maioria benigna. No entanto, a presença de certos sinais e sintomas deve levantar forte suspeita de malignidade, exigindo investigação imediata. A epidemiologia mostra que, embora tumores benignos como o adenoma pleomórfico sejam mais frequentes, os malignos, como o carcinoma mucoepidermoide, são clinicamente mais desafiadores devido ao seu potencial de invasão e metástase. A suspeita diagnóstica de malignidade em uma massa parotídea é elevada na presença de crescimento rápido, dor, fixação aos tecidos profundos ou pele, e, crucialmente, a ocorrência de paralisia facial periférica. A paralisia facial indica que o tumor invadiu o nervo facial, que atravessa a glândula parótida. A linfonodomegalia cervical ipsilateral também sugere disseminação metastática. O diagnóstico envolve exame físico detalhado, exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e biópsia (geralmente por agulha fina ou biópsia incisional/excisional). O tratamento de tumores malignos da parótida é primariamente cirúrgico, com parotidectomia total ou parcial, muitas vezes com dissecção do nervo facial e, se necessário, dissecção cervical. A radioterapia adjuvante pode ser indicada dependendo do estadiamento e características histopatológicas. O prognóstico varia amplamente com o tipo histológico, estadiamento e presença de invasão nervosa ou linfática, sendo a paralisia facial um marcador de pior prognóstico.
Sinais de alerta incluem crescimento rápido, dor, fixação aos tecidos adjacentes, e especialmente a presença de paralisia facial periférica, que indica invasão do nervo.
A paralisia facial ocorre devido à invasão do nervo facial pelo tumor, o que é um forte indicativo de malignidade e estágio avançado da doença, impactando o prognóstico e o tratamento.
Os tipos mais comuns incluem carcinoma mucoepidermoide, carcinoma adenoide cístico e carcinoma de células acinares. O diagnóstico definitivo requer biópsia.
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