UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Mulher de 57 anos foi ao seu ginecologista queixando-se de ter notado área pálida e pruriginosa em um dos lábios vulvares. O exame ginecológico mostrou uma área plana e branca de 0,9 cm no lábio direito. Foi realizada biópsia incisional, fixada em formol a 10%. O histopatológico revelou a presença de células discarióticas que comprometem os dois terços basais do epitélio escamoso, bem como a presença de mitoses. A hibridização in situ aponta o DNA do papilomavírus humano tipo 16 nas células epiteliais. O diagnóstico para essa paciente é:
NIV = lesão vulvar pruriginosa + displasia epitelial + HPV (especialmente tipo 16).
A presença de células discarióticas e mitoses nos dois terços basais do epitélio escamoso, associada à detecção de HPV tipo 16, é altamente sugestiva de Neoplasia Intraepitelial Vulvar (NIV), uma condição pré-maligna que requer acompanhamento e tratamento adequados.
A Neoplasia Intraepitelial Vulvar (NIV) é uma condição pré-maligna que afeta o epitélio escamoso da vulva, sendo um precursor do carcinoma espinocelular vulvar. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce e tratamento para prevenir a progressão para doença invasiva. A epidemiologia da NIV está fortemente ligada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos de alto risco como o HPV 16 e 18. A fisiopatologia da NIV envolve a infecção persistente por HPV, que induz alterações genéticas e celulares no epitélio vulvar, levando à displasia. O diagnóstico é estabelecido através da biópsia da lesão suspeita, que pode se apresentar como áreas brancas, eritematosas, pigmentadas ou papulares. O exame histopatológico revela a presença de células discarióticas, mitoses e desorganização arquitetural do epitélio, classificando a lesão em NIV 1, 2 ou 3, dependendo da extensão da displasia. O tratamento da NIV varia conforme a extensão e o grau da lesão, podendo incluir excisão local, ablação a laser ou terapias tópicas. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas o acompanhamento é crucial devido ao risco de recorrência e de desenvolvimento de novas lesões. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam aptos a reconhecer e manejar essa condição para otimizar os resultados das pacientes.
Clinicamente, a NIV pode se apresentar como lesões pruriginosas, brancas ou pigmentadas na vulva. Histopatologicamente, caracteriza-se por displasia epitelial, com células discarióticas e mitoses anormais, frequentemente nos dois terços basais do epitélio.
O HPV, especialmente os tipos de alto risco como o 16, é o principal fator etiológico da NIV. A infecção persistente pelo HPV pode levar a alterações celulares que progridem para displasia e, eventualmente, para câncer invasivo.
A diferenciação é feita principalmente pela biópsia e exame histopatológico. Enquanto lesões benignas como líquen escleroso não apresentam displasia, a NIV é definida pela presença de atipias celulares e desorganização arquitetural do epitélio.
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