UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Paciente de 72 anos apresentou queixa de prurido vulvar e lesão unifocal hipocrômica de aproximadamente 2cm em grande lábio esquerdo. Após realização de biópsia, foi constatada neoplasia intraepitelial vulvar (NIV) diferenciada. Nesse caso, deve ser indicado(a):
NIV diferenciada (alto risco de progressão) → Exérese cirúrgica da lesão.
A Neoplasia Intraepitelial Vulvar (NIV) diferenciada, especialmente em pacientes idosas e com lesões unifocais, possui alto potencial de progressão para carcinoma invasivo. A conduta mais adequada é a exérese cirúrgica da lesão, garantindo margens livres para evitar recidiva e progressão.
A Neoplasia Intraepitelial Vulvar (NIV) é uma condição pré-maligna da vulva. Existem dois tipos principais: a NIV usual (ou clássica), que é mais comum, multifocal e associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), e a NIV diferenciada, que é menos frequente, geralmente unifocal, não associada ao HPV e mais comum em mulheres idosas. A NIV diferenciada é caracterizada por um alto risco de progressão para carcinoma espinocelular invasivo da vulva. A paciente apresenta uma lesão unifocal em grande lábio esquerdo com prurido vulvar persistente, e a biópsia confirmou NIV diferenciada. Diante desse diagnóstico, a conduta mais adequada é a exérese cirúrgica da lesão. Este procedimento visa remover completamente o tecido neoplásico, garantindo margens livres de doença para minimizar o risco de recidiva e, mais importante, prevenir a progressão para um câncer invasivo. Tratamentos tópicos, como o imiquimode, são mais indicados para a NIV usual de baixo grau ou multifocal, mas não são eficazes para a NIV diferenciada devido ao seu perfil biológico distinto e maior agressividade. A vulvectomia radical seria uma conduta excessiva para uma NIV, sendo reservada para casos de carcinoma invasivo avançado. O acompanhamento rigoroso pós-exérese é fundamental para detectar possíveis recidivas.
A NIV usual (ou clássica) está associada à infecção por HPV e geralmente afeta mulheres mais jovens. A NIV diferenciada é menos comum, não associada ao HPV, ocorre mais em mulheres idosas e tem maior risco de progressão para carcinoma invasivo.
A exérese cirúrgica é preferencial devido ao alto potencial de progressão da NIV diferenciada para carcinoma invasivo, garantindo a remoção completa da lesão e margens livres.
O sintoma mais comum é o prurido vulvar persistente. Outros sintomas podem incluir dor, queimação, e a presença de lesões visíveis, que podem ser hipo ou hiperpigmentadas.
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