Tratamento da Neoplasia Intraepitelial Vulvar (NIV II)

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026

Enunciado

Paciente de 25 anos, com lesão vulvar multifocal, de coloração cinza, cuja superfície é áspera e acetobranca foi biopsiada e o laudo revelou: NIV II (LIEAG). O tratamento CORRETO será:

Alternativas

  1. A) Vulvectomia simples.
  2. B) Vulvectomia superficial.
  3. C) Exérese das lesões com margem de 3,0cm.
  4. D) Imiquimode a 5%.

Pérola Clínica

NIV II (LIEAG) multifocal em jovens → Imiquimode 5% (preservação anatômica).

Resumo-Chave

Para lesões vulvares de alto grau (NIV II/III ou LIEAG) multifocais em pacientes jovens, o tratamento clínico com imiquimode 5% é uma alternativa eficaz à cirurgia, visando preservar a anatomia e função vulvar.

Contexto Educacional

O manejo da Neoplasia Intraepitelial Vulvar (NIV) mudou significativamente com a nova classificação da ISSVD, que divide as lesões em LIEAG (associadas ao HPV) e NIV diferenciada (associada a líquen escleroso). Em pacientes jovens com LIEAG multifocal, o objetivo é a erradicação da doença com o mínimo de dano psicossexual. O imiquimode 5% apresenta taxas de resposta completa em torno de 50-70% e é aplicado topicamente 3 vezes por semana. O acompanhamento rigoroso com colposcopia/vulvoscopia é obrigatório, pois o risco de progressão para carcinoma invasor, embora baixo sob tratamento, ainda existe.

Perguntas Frequentes

O que é NIV II (LIEAG) e qual sua relação com o HPV?

A Neoplasia Intraepitelial Vulvar de grau II (atualmente classificada como Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau - LIEAG) é uma lesão precursora do câncer de vulva, fortemente associada à infecção persistente por subtipos oncogênicos do HPV (principalmente 16 e 18).

Como funciona o tratamento com Imiquimode 5%?

O imiquimode é um modificador da resposta imune que estimula a produção de citocinas (como o interferon-alfa) e a imunidade celular local. Ele induz a regressão das lesões virais e displásicas, sendo uma opção excelente para casos multifocais onde a cirurgia seria muito extensa.

Quando a cirurgia é preferível ao tratamento clínico na NIV?

A cirurgia (exérese local) é preferível quando há suspeita de invasão (câncer oculto), quando as lesões são unifocais e facilmente ressecáveis, ou quando o tratamento clínico falha após 12-16 semanas de uso.

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