Câncer de Vulva: Risco de Metástase Linfonodal por Localização

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019

Enunciado

A neoplasia intraepitelial da vulva, mais conhecida pela sigla VIN, que deriva da sua denominação inglesa "vulvar intraepithelial neoplasia", é uma entidade patológica reconhecida há mais de 20 anos pela International Society for Study of Vulvo-vaginal Diseases (ISSVD). O interesse médico pela VIN se acentuou na última década, dado o reconhecimento do crescente aumento da incidência da doença, especialmente em mulheres jovens, e pelo desenvolvimento de novas terapêuticas médicas dirigidas ao tratamento primário. Na neoplasia de vulva, as metástases para linfonodos intrapélvicos são mais frequentes quando a lesão localiza-se

Alternativas

  1. A) nos pequenos lábios.
  2. B) nos grandes lábios.
  3. C) no clitóris.
  4. D) na comissura posterior.
  5. E) próximo a orifício vaginal externo.

Pérola Clínica

Neoplasia de vulva no clitóris → maior risco de metástase para linfonodos intrapélvicos devido à rica drenagem linfática.

Resumo-Chave

A localização da lesão na vulva influencia o padrão de drenagem linfática. Lesões no clitóris e na comissura anterior possuem uma drenagem linfática mais complexa e bilateral, com maior risco de metástase para linfonodos inguinais profundos e intrapélvicos, o que impacta diretamente o estadiamento e o tratamento.

Contexto Educacional

A neoplasia intraepitelial da vulva (VIN) e o carcinoma invasivo de vulva são condições que requerem atenção médica, especialmente devido ao aumento da incidência em mulheres jovens. O estadiamento do câncer de vulva é fundamental para determinar o prognóstico e a conduta terapêutica, e o envolvimento linfonodal é o fator prognóstico mais importante. A compreensão da drenagem linfática da vulva é essencial para prever os locais de metástase. A vulva possui uma rica rede linfática que drena primariamente para os linfonodos inguinais superficiais e, subsequentemente, para os linfonodos inguinais profundos e femorais. No entanto, a drenagem linfática de certas áreas da vulva é mais complexa. O clitóris, devido à sua rica vascularização e inervação, e sua localização anatômica, apresenta uma drenagem linfática que pode ser bilateral e mais profunda, com maior probabilidade de envolvimento de linfonodos intrapélvicos (ilíacos externos, internos e obturadores) em comparação com lesões localizadas nos grandes ou pequenos lábios ou na comissura posterior. Essa particularidade anatômica do clitóris implica que lesões nessa região têm um risco aumentado de metástase para linfonodos mais distantes e profundos, o que pode exigir uma abordagem cirúrgica mais extensa, como a linfadenectomia pélvica, e impactar o prognóstico da paciente. Portanto, a localização exata da lesão é um dado crítico no planejamento do tratamento e na avaliação do risco de disseminação da doença.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da localização da lesão no câncer de vulva?

A localização da lesão é crucial porque determina o padrão de drenagem linfática. Lesões no clitóris e na comissura anterior têm maior risco de metástase para linfonodos mais profundos e intrapélvicos, influenciando o estadiamento e a abordagem cirúrgica.

Quais linfonodos são mais frequentemente acometidos no câncer de vulva?

Os linfonodos inguinais superficiais são os mais frequentemente acometidos. No entanto, lesões clitorianas ou da comissura anterior podem drenar diretamente para linfonodos inguinais profundos e, em casos mais avançados, para os linfonodos pélvicos.

O que é a Neoplasia Intraepitelial da Vulva (VIN)?

A VIN é uma lesão precursora do carcinoma invasivo de vulva, caracterizada por alterações displásicas nas células epiteliais da vulva. É classificada em VIN usual (associada ao HPV) e VIN diferenciada (não associada ao HPV), com diferentes riscos de progressão.

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