Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Nos achados de citologia oncótica, qual lesão representa a principal forma pré-maligna do colo uterino associada ao HPV?
NIC (Neoplasia Intraepitelial Cervical) = principal lesão pré-maligna do colo uterino associada ao HPV.
A Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) é a principal lesão precursora do câncer de colo uterino, diretamente associada à infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). É classificada em graus I, II e III, refletindo a extensão da atipia celular no epitélio.
O câncer de colo uterino é uma das neoplasias mais preveníveis, e a compreensão das lesões precursoras é fundamental para o rastreamento e tratamento eficazes. A Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) é o termo utilizado para descrever as alterações displásicas no epitélio escamoso do colo uterino, sendo reconhecida como a principal forma pré-maligna associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). A fisiopatologia da NIC está intrinsecamente ligada à infecção persistente por subtipos oncogênicos do HPV, como o HPV 16 e 18. O vírus integra seu material genético nas células hospedeiras, levando à expressão de oncoproteínas virais (E6 e E7) que inativam genes supressores tumorais, como p53 e pRb, promovendo a proliferação celular descontrolada e o desenvolvimento de atipias. A NIC é classificada histopatologicamente em três graus: NIC I (displasia leve), NIC II (displasia moderada) e NIC III (displasia grave/carcinoma in situ). Essa classificação reflete a profundidade da atipia celular no epitélio. Enquanto a NIC I frequentemente regride espontaneamente, a NIC II e, principalmente, a NIC III apresentam um risco significativo de progressão para câncer invasor se não forem tratadas. O rastreamento por citologia oncótica (Papanicolau) permite a detecção precoce dessas lesões, possibilitando intervenções como a colposcopia e a biópsia para confirmação e, se necessário, procedimentos excicionais ou ablativos.
A infecção persistente por tipos de HPV de alto risco é a causa primária da NIC. O vírus integra seu DNA nas células epiteliais, levando a alterações celulares que podem progredir para displasia e, eventualmente, câncer.
A NIC é classificada em NIC I (displasia leve), NIC II (displasia moderada) e NIC III (displasia grave/carcinoma in situ). Esses graus indicam a proporção do epitélio cervical afetada pelas células atípicas, com NIC III representando o maior risco de progressão para câncer invasor.
A citologia oncótica é o principal método de rastreamento para detectar alterações celulares sugestivas de NIC. Achados anormais no Papanicolau indicam a necessidade de investigação adicional, como colposcopia e biópsia, para confirmar o diagnóstico e guiar o tratamento.
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