Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026
O conceito de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) foi introduzido por Richart, que sugeriu o potencial de progressão das displasias e, desde então, o desenvolvimento do conhecimento dessas lesões e seu tratamento se tornaram uma forma efetiva de diminuir a incidência do câncer de colo uterino. Sendo uma profilaxia secundária. Sobre estas NICs, é CORRETO afirmar:
Teste HPV de alto risco = Padrão-ouro no rastreio primário e triagem de ASC-US.
O teste de DNA-HPV possui maior sensibilidade que a citologia, sendo fundamental para triar casos indeterminados (ASC-US) e como estratégia de rastreio primário.
A transição do rastreio baseado apenas em citologia para o rastreio baseado em testes moleculares de HPV reflete a necessidade de maior sensibilidade na detecção de lesões precursoras. O conceito de NIC estratifica as displasias em graus 1, 2 e 3, correlacionando-as ao potencial de progressão para carcinoma invasor. O teste de HPV de alto risco identifica a presença do agente causal necessário para a carcinogênese cervical, permitindo intervalos de rastreio mais longos e seguros quando negativo, além de ser uma ferramenta de triagem custo-efetiva para citologias limítrofes.
Em mulheres com citologia apresentando Atipias de Células Escamosas de Significado Indeterminado (ASC-US), o teste de HPV de alto risco é a estratégia de triagem preferencial. Se o teste for negativo, a paciente pode retornar ao rastreio citológico de rotina, pois o risco de lesão de alto grau (NIC 2+) é extremamente baixo. Se positivo, a colposcopia é mandatória. Isso evita procedimentos invasivos desnecessários em mulheres com alterações citológicas reacionais ou benignas.
As vacinas profiláticas são altamente eficazes na prevenção de infecções pelos tipos de HPV cobertos, responsáveis pela maioria dos casos de NIC 2/3 e câncer cervical. Embora a vacina seja uma prevenção primária, o rastreio (prevenção secundária) continua necessário, pois a vacina não cobre todos os tipos oncogênicos e não trata infecções pré-existentes. A redução da prevalência de tipos 16 e 18 já demonstra impacto direto na queda de lesões precursoras.
A citologia sugestiva de Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau (HSIL) em mulheres acima de 30 anos exige encaminhamento imediato para colposcopia. Não se deve aguardar 6 meses para repetir o exame, devido ao alto valor preditivo positivo para NIC 2 ou NIC 3. A biópsia dirigida pela colposcopia confirmará o diagnóstico histológico para guiar o tratamento definitivo, como a excisão da zona de transformação.
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