NIC 3: Tratamento Excisional da Zona de Transformação

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024

Enunciado

J.M.F., 32 anos, recebeu laudo de colpocitologia oncológica de ASC-H, em seguida, foi atendida para colposcopia & biópsia dirigida, cujo diagnóstico no anatomopatológico foi de NIC3. A partir desse resultado o ginecologista procedeu o encaminhamento para que se submetesse a uma cirurgia. Assinale a alternativa CORRETA em que estão indicadas a proposta cirúrgica e a via de acesso para o procedimento:

Alternativas

  1. A) Histerectomia total ampliada, acesso por laparoscopia;
  2. B) Histerectomia subtotal, acesso por laparotomia a Pfannienstiel;
  3. C) Traquelectomia, acesso por histeroscopia;
  4. D) Excisão de zona de transformação, acesso vaginal.

Pérola Clínica

NIC 3 (lesão de alto grau) → tratamento excisional da zona de transformação (LEEP/CAF ou conização).

Resumo-Chave

O diagnóstico de NIC 3 (Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 3), uma lesão de alto grau, requer tratamento excisional da zona de transformação. As opções incluem LEEP/CAF (excisão eletrocirúrgica com alça) ou conização a frio, ambas realizadas por via vaginal.

Contexto Educacional

A Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 3 (NIC 3), também conhecida como lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL), é uma condição pré-cancerosa do colo do útero que, se não tratada, pode progredir para câncer cervical invasivo. O diagnóstico é estabelecido após uma colpocitologia alterada (como ASC-H, que não exclui lesão de alto grau), seguida de colposcopia e biópsia dirigida, que confirma a extensão da lesão. É crucial para a saúde da mulher, pois o tratamento precoce previne o desenvolvimento do câncer. O tratamento para NIC 3 é predominantemente excisional, visando remover completamente a zona de transformação, onde a maioria das lesões se localiza. As técnicas mais comuns incluem a excisão eletrocirúrgica com alça (LEEP/CAF) e a conização a frio (com bisturi). Ambos os procedimentos são realizados por via vaginal e permitem a análise histopatológica da peça cirúrgica para avaliar as margens e descartar doença invasiva. A escolha da técnica depende da extensão da lesão, experiência do cirurgião e recursos disponíveis. Após o tratamento, é essencial um acompanhamento rigoroso com colpocitologias e colposcopias periódicas para monitorar a recorrência da lesão. A histerectomia total ampliada ou subtotal não é a conduta inicial para NIC 3, sendo reservada para casos de câncer invasivo, recorrências persistentes ou em situações específicas onde a preservação uterina não é mais uma prioridade. Residentes devem dominar as indicações e técnicas de tratamento conservador para NIC 3.

Perguntas Frequentes

O que significa o diagnóstico de NIC 3?

NIC 3 (Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 3) representa uma lesão pré-cancerosa de alto grau, onde células anormais ocupam mais de dois terços da espessura do epitélio cervical, mas sem invasão da membrana basal. É considerada uma lesão precursora do câncer cervical.

Quais são as opções de tratamento excisional para NIC 3?

As principais opções de tratamento excisional são a excisão eletrocirúrgica com alça (LEEP/CAF) e a conização a frio (com bisturi). Ambos os procedimentos removem a zona de transformação do colo uterino, onde a maioria das lesões se origina, e são realizados por via vaginal.

Quando a histerectomia é indicada para lesões cervicais?

A histerectomia não é o tratamento primário para NIC 3. Ela é considerada em casos de câncer cervical invasivo, lesões de alto grau recorrentes após tratamentos excisionais, margens comprometidas persistentes, ou quando a paciente não tem mais desejo reprodutivo e outras opções falharam ou são contraindicadas.

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