FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Mulher, 19 anos, G=1, P=0, A=1, coitarca aos 14 anos, usuária de contraceptivo hormonal oral, procurou serviço médico em UBS por conta de corrimento vaginal mucoso de longa data. Realizada a coleta de colpocitologia oncótica, que mostrou suspeita de lesão intra-epitelial cervical de alto grau - (NIC=II/III). Submetida à colposcopia e biopsia de lesão, em área de pontilhado fino, foi diagnosticada como NIC=II. A conduta ideal para esta paciente é:
NIC II em < 25 anos → seguimento conservador com colpocitologia e colposcopia semestrais por 2 anos.
Em mulheres jovens (< 25 anos) com diagnóstico de NIC II, a conduta preferencial é o seguimento conservador, pois há uma alta taxa de regressão espontânea da lesão. Intervenções excisionais (como CAF ou conização) são reservadas para casos persistentes ou progressão da doença.
A Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau II (NIC II) é uma lesão precursora do câncer de colo uterino, caracterizada por alterações displásicas que afetam dois terços da espessura do epitélio cervical. É frequentemente associada à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco. A epidemiologia mostra que a incidência de NIC II é maior em mulheres jovens, e a importância clínica reside na sua potencial progressão para câncer invasivo se não tratada, embora muitas lesões regridam espontaneamente. A fisiopatologia envolve a infecção viral e a integração do DNA do HPV nas células cervicais, levando a alterações celulares. O diagnóstico é feito por colpocitologia oncótica (Papanicolau) que sugere lesão de alto grau, seguido de colposcopia e biópsia dirigida para confirmação histopatológica. É crucial suspeitar de NIC II em pacientes com histórico de HPV ou alterações citológicas. O tratamento da NIC II varia conforme a idade da paciente e a persistência da lesão. Em mulheres jovens (< 25 anos), a conduta preferencial é o seguimento conservador com colpocitologia e colposcopia semestrais por até dois anos, devido à alta taxa de regressão espontânea. Para mulheres com 25 anos ou mais, ou em casos de persistência da lesão em jovens, o tratamento excisional (como CAF ou conização) é geralmente indicado para remover a área afetada e prevenir a progressão para câncer.
Em pacientes jovens (< 25 anos), a NIC II apresenta uma alta taxa de regressão espontânea, e o tratamento excisional pode estar associado a complicações obstétricas futuras, como parto prematuro e incompetência istmocervical.
O seguimento deve ser realizado com colpocitologia e colposcopia semestrais por um período de dois anos, monitorando a regressão ou progressão da lesão.
O tratamento excisional é indicado se a lesão persistir por mais de dois anos, houver progressão para NIC III ou se a paciente não aderir ao seguimento.
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