UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024
Paciente de 38 anos, GIV PII AII em uso de DIU de cobre, casada, com vida sexual ativa, apresentando sinusorragia nos últimos 4 meses. Realizou colpocitologia oncótica do colo uterino com resultado: HSIL – lesão intraepitelial escamosa de alto grau. Foi encaminhada para colposcopia com biópsia cujo resultado evidenciou neoplasia intraepitelial cervical grau III (NIC III). A conduta para esta paciente é:
HSIL/NIC III em paciente com prole definida ou não → Conização é a conduta padrão ouro.
A lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) ou neoplasia intraepitelial cervical grau III (NIC III) exige tratamento excisional para remover a lesão e prevenir a progressão para câncer invasivo. A conização é o procedimento de escolha, pois permite a remoção completa da zona de transformação e avaliação histopatológica das margens.
A Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau III (NIC III), também conhecida como Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau (HSIL) na citologia, representa uma condição pré-cancerosa grave do colo uterino. Sua importância clínica reside no alto potencial de progressão para carcinoma invasivo se não tratada adequadamente. A prevalência de NIC III é maior em mulheres sexualmente ativas, e o rastreamento através da colpocitologia oncótica é fundamental para sua detecção precoce. A fisiopatologia da NIC III está intrinsecamente ligada à infecção persistente por subtipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV), especialmente o HPV 16 e 18. O diagnóstico é estabelecido por colposcopia com biópsia dirigida, que confirma a extensão e o grau da lesão. A sinusorragia, como apresentada no caso, é um sintoma que justifica a investigação imediata, embora muitas lesões pré-invasivas sejam assintomáticas. O tratamento padrão para NIC III é a conização do colo uterino, um procedimento excisional que remove a zona de transformação e a lesão, permitindo a análise histopatológica das margens. O objetivo é a remoção completa da lesão com margens livres para prevenir a recorrência e a progressão para câncer invasivo. O acompanhamento pós-tratamento é crucial para monitorar a cura e detectar possíveis recidivas.
O diagnóstico de NIC III é histopatológico, baseado na biópsia cervical, e corresponde à lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) que acomete mais de dois terços do epitélio cervical.
A conização é o tratamento de escolha para NIC III porque permite a remoção completa da lesão e da zona de transformação, além de fornecer material para análise histopatológica das margens, confirmando a excisão completa.
Em casos específicos, como em pacientes com prole completa e desejo de histerectomia por outras razões, a histerectomia pode ser considerada. No entanto, a conização é geralmente preferida para preservar a fertilidade.
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