NIC III: Conduta em Lesões Cervicais Extensas

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 50 anos de idade chega à emergência com quadro de metrorragia. Ao exame, apresenta-se hipocorada +, com aumento do volume abdominal. Exame especular: colo sem mácula rubra, apresentando sangramento discreto oriundo do orifício cervical externo. Ao toque: Útero aumentado de volume com características miomatosas. Anexo direito aumentado de volume. Refere que há 01 mês realizou Colposcopia que evidenciou lesão extensa que penetrava no canal por mais de 1 cm e não foi possível visualização completa da mesma e cuja biópsia de colo, revelou NIC III A ultrassonografia mostrou útero com diversos miomas e 01 deles, mioma submucoso de 02 cm e o ovário direito com cisto simples único de 03 cm. Assinale a opção que contém a conduta inicial a ser adotada neste caso:

Alternativas

  1. A) Histerectomia total abdominal.
  2. B) Histerectomia total + anexectomia direita.
  3. C) Histerectomia total + anexectomia bilateral.
  4. D) Conização do colo uterino.
  5. E) Miomectomia por via histeroscópica.

Pérola Clínica

NIC III com lesão extensa e colposcopia insatisfatória → conização do colo uterino.

Resumo-Chave

A paciente apresenta NIC III com lesão extensa que penetra o canal endocervical e colposcopia insatisfatória, o que indica a necessidade de conização para diagnóstico e tratamento. Embora haja miomas e metrorragia, a lesão de alto grau no colo uterino é a prioridade imediata para conduta definitiva.

Contexto Educacional

A Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) grau III representa uma lesão pré-maligna de alto grau no colo uterino, com alto potencial de progressão para carcinoma invasivo se não tratada. O diagnóstico é estabelecido por biópsia guiada por colposcopia, sendo crucial a visualização completa da junção escamocolunar para uma avaliação adequada. Quando a colposcopia é insatisfatória, ou seja, a lesão se estende para o canal endocervical e não pode ser totalmente visualizada, a conização do colo uterino torna-se a conduta de escolha. Este procedimento permite a remoção de um cone de tecido cervical para diagnóstico histopatológico definitivo e tratamento da lesão, garantindo a avaliação das margens cirúrgicas. No caso apresentado, a presença de miomas uterinos e metrorragia, embora relevantes, não deve atrasar o tratamento da NIC III, que é a condição de maior risco imediato para a paciente. A conização é prioritária para prevenir a progressão para câncer invasivo, e outras abordagens para os miomas e sangramento podem ser consideradas após o manejo da lesão cervical.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da conização no tratamento da NIC III?

A conização é um procedimento diagnóstico e terapêutico para NIC III, permitindo a remoção completa da lesão e a avaliação das margens, especialmente quando a colposcopia é insatisfatória ou a lesão é extensa.

Quando a colposcopia é considerada insatisfatória?

A colposcopia é insatisfatória quando a junção escamocolunar não é totalmente visível, a lesão se estende para o canal endocervical por mais de 1 cm, ou há inflamação/atrofia que impede a avaliação adequada.

Como a metrorragia e os miomas uterinos influenciam a conduta na presença de NIC III?

Embora a metrorragia e os miomas necessitem de investigação e tratamento, a NIC III com lesão extensa e colposcopia insatisfatória é a prioridade imediata devido ao risco de progressão para câncer invasivo, sendo a conização a conduta mais adequada inicialmente.

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