HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Paciente de 43 anos, com prole constituída, apresenta miomatose uterina e biópsia de colo com NIC III. A conduta indicada é:
NIC III em paciente com prole constituída → Conização é a conduta padrão para preservar o útero.
A neoplasia intraepitelial cervical grau III (NIC III) é uma lesão pré-invasiva de alto grau. Em mulheres com prole constituída, a conização do colo uterino é o tratamento de escolha, pois remove a lesão e permite a preservação da fertilidade, sendo menos invasiva que uma histerectomia total.
A Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau III (NIC III) representa uma lesão pré-invasiva de alto grau no colo uterino, sendo o estágio mais avançado antes do carcinoma invasivo. Sua detecção precoce através do rastreamento citopatológico (Papanicolau) é crucial para prevenir o desenvolvimento do câncer de colo uterino, uma das principais causas de mortalidade por câncer em mulheres globalmente. O manejo adequado da NIC III é um tema central na ginecologia, especialmente para residentes, dada a sua prevalência e o impacto na saúde reprodutiva feminina. O diagnóstico de NIC III é confirmado por biópsia após achados suspeitos no Papanicolau e colposcopia. A fisiopatologia está intrinsecamente ligada à infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). A suspeita deve surgir em mulheres com Papanicolau alterado, e a confirmação histopatológica é indispensável para o planejamento terapêutico. É vital diferenciar NIC III de lesões de baixo grau e de carcinoma invasivo para evitar tratamentos excessivos ou insuficientes. Em pacientes com prole constituída, a conização do colo uterino é a conduta de escolha, pois permite a excisão da lesão com margens livres, preservando a função uterina e a capacidade reprodutiva. Outras opções, como a histerectomia, são consideradas apenas em casos específicos, como lesões recorrentes, margens comprometidas persistentes ou coexistência de outras patologias uterinas que justifiquem a remoção do útero. O prognóstico após tratamento adequado é excelente, mas o seguimento rigoroso é essencial para detectar possíveis recorrências.
Os principais métodos de tratamento para NIC III incluem a conização (excisão eletrocirúrgica de alça - LEEP/CAF, conização a frio), que remove a lesão preservando o útero. A histerectomia é reservada para casos selecionados, como recorrência ou coexistência de outras patologias uterinas graves.
A conização é preferencial porque é um procedimento conservador que remove a lesão de alto grau, ao mesmo tempo em que preserva o útero e a capacidade reprodutiva da mulher. Isso é crucial para pacientes que desejam manter a possibilidade de futuras gestações.
O seguimento pós-tratamento de NIC III é fundamental para monitorar a recorrência da lesão e garantir a erradicação completa. Geralmente envolve exames citopatológicos (Papanicolau) e testes de HPV em intervalos regulares, conforme as diretrizes clínicas.
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