NIC 3 e HSIL: Conduta com Conização Cervical

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020

Enunciado

Paciente com 28 anos, mãe de dois filhos vivos, apresentando exame colpocitológico compatível com lesão escamosa de alto grau. Complementou a investigação com colposcopia que mostrou área de mosaico em lábio anterior que penetrava no canal endocervical. A biópsia da lesão mostrou neoplasia intra-epitelial grau 3. Qual a conduta a ser adotada?

Alternativas

  1. A) Controle com colpocitológico trimestral.
  2. B) Ressonância nuclear magnética da pelve.
  3. C) Conização (traquelectomia).
  4. D) Histerectomia total.

Pérola Clínica

NIC 3 com extensão ao canal endocervical → conização (traquelectomia) para excisão diagnóstica e terapêutica.

Resumo-Chave

Em pacientes com diagnóstico histopatológico de NIC 3 (Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 3), especialmente quando a lesão se estende ao canal endocervical, a conização (traquelectomia) é a conduta padrão. Este procedimento permite a excisão da lesão e uma avaliação histopatológica completa das margens, sendo tanto diagnóstico quanto terapêutico.

Contexto Educacional

A lesão escamosa de alto grau (HSIL) no exame colpocitológico, quando confirmada por biópsia como Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 3 (NIC 3), representa uma condição pré-maligna com alto potencial de progressão para câncer invasivo de colo uterino se não tratada. A investigação diagnóstica envolve colposcopia e biópsia dirigida, que são cruciais para determinar a extensão e a gravidade da lesão. No caso de NIC 3, especialmente quando a lesão se estende ao canal endocervical, a conização cervical (também conhecida como traquelectomia) é o procedimento de escolha. A conização consiste na excisão de um fragmento cônico do colo uterino, que inclui a zona de transformação e parte do canal endocervical. Este procedimento tem dupla finalidade: diagnóstica, permitindo a avaliação histopatológica completa da lesão e das margens cirúrgicas, e terapêutica, removendo a lesão. A escolha da conização é fundamental para garantir a erradicação da lesão e prevenir a progressão para câncer invasivo, ao mesmo tempo em que se busca preservar a fertilidade em mulheres jovens. O acompanhamento pós-conização é essencial, com exames colpocitológicos e colposcópicos regulares, para monitorar a recorrência da lesão e garantir a saúde cervical a longo prazo.

Perguntas Frequentes

O que significa NIC 3 e qual sua importância clínica?

NIC 3 (Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 3) é a lesão pré-invasiva mais grave do colo uterino, com alto risco de progressão para câncer invasivo se não tratada.

Quando a conização cervical é indicada para lesões cervicais?

A conização é indicada para NIC 2 ou 3, especialmente quando a lesão se estende ao canal endocervical, em casos de discordância entre citologia e biópsia, ou quando a colposcopia é insatisfatória.

Quais são as alternativas de tratamento para NIC 3 e por que a conização é preferível neste caso?

Outras opções incluem LEEP (excisão eletrocirúrgica com alça) ou ablação. A conização é preferível neste caso devido à extensão da lesão ao canal endocervical, permitindo uma excisão mais profunda e avaliação das margens.

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