NIC de Alto Grau: Estratégias Terapêuticas e Conservação

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015

Enunciado

A forma mais eficiente de controlar o câncer de colo uterino consiste no diagnóstico precoce e tratamento das lesões precursoras, chamadas de neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC). Essas alterações celulares estão presentes cada vez mais em mulheres jovens, portanto em idade reprodutiva, em consequência de fatores de risco como papiloma vírus humano (HPV), multiplicidade de parceiros sexuais, baixo nível socioeconômico, uso de anticoncepcional oral, início precoce da atividade sexual e tabagismo. Com referência a estratégia terapêutica, nas lesões de alto grau:

Alternativas

  1. A) a conduta conservadora deve ser indicada com muita cautela, sendo uma estratégia de exceção.
  2. B) apenas a colpocitologia é suficiente para delinear o tratamento. 
  3. C) a colposcopia positiva indica a histerectomia.
  4. D) não existe necessidade de equipes multiprofissionais integradas para acompanhamento desse tipo de tratamento.
  5. E) diagnosticada a lesão intraepitelial de alto grau pela citologia e colposcopia, a cauterização está indicada. 

Pérola Clínica

Lesão intraepitelial cervical de alto grau (NIC 2/3) → conduta conservadora com cautela, histerectomia é exceção.

Resumo-Chave

O câncer de colo uterino é prevenível pelo diagnóstico e tratamento precoce das lesões precursoras (NIC). Nas lesões de alto grau (NIC 2 e NIC 3), a conduta conservadora (excisão ou ablação) é a regra, especialmente em mulheres em idade reprodutiva, visando preservar a fertilidade. A histerectomia é uma opção de exceção, reservada para casos selecionados, como falha de tratamento conservador ou desejo de não ter mais filhos.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino é uma doença prevenível, e a chave para seu controle reside no diagnóstico precoce e tratamento eficaz das lesões precursoras, conhecidas como neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC). As lesões de alto grau (NIC 2 e NIC 3) representam um risco significativo de progressão para câncer invasivo e são cada vez mais diagnosticadas em mulheres jovens, em idade reprodutiva. A fisiopatologia envolve a infecção persistente por tipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV), que leva a alterações celulares no epitélio cervical. O rastreamento por citologia (Papanicolau) e a confirmação por colposcopia e biópsia são essenciais para o diagnóstico. Fatores de risco como múltiplos parceiros, tabagismo e baixo nível socioeconômico contribuem para a incidência. Com referência à estratégia terapêutica para lesões de alto grau, a conduta conservadora é a preferencial, especialmente em mulheres que desejam preservar a fertilidade. Isso inclui procedimentos excisionais (como a conização a frio ou por alça elétrica - LEEP/LLETZ) ou ablativos (como a crioterapia ou cauterização a laser), que removem ou destroem a área afetada. A histerectomia é considerada uma estratégia de exceção, indicada apenas em situações muito específicas, como falha de tratamentos conservadores, lesões recorrentes ou em pacientes que não desejam mais gestar. A abordagem multidisciplinar é fundamental para o acompanhamento dessas pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2/3)?

A conduta para NIC de alto grau é geralmente conservadora, com procedimentos excisional (ex: conização) ou ablativo (ex: cauterização, crioterapia), visando remover ou destruir a lesão e preservar o colo uterino.

Quando a histerectomia é indicada para NIC de alto grau?

A histerectomia é uma indicação de exceção para NIC de alto grau, reservada para casos de falha de tratamento conservador, lesões extensas que não podem ser tratadas conservadoramente, ou em mulheres que não desejam mais ter filhos e optam por essa via.

Qual o papel do HPV no câncer de colo uterino?

O Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos de alto risco, é o principal agente etiológico do câncer de colo uterino, sendo responsável pela maioria das lesões precursoras e carcinomas invasivos.

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