HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Paciente de 30 anos, apresenta o seguinte resultado de Papanicolau: neoplasia intraepitelial cervical de Alto grau (HSIL), indicando uma lesão no colo do útero. Ela não tem histórico prévio de doenças ginecológicas, é sexualmente ativa com um parceiro estável há 10 anos. Qual a próxima a melhor conduta para a paciente?
HSIL no Papanicolau → sempre encaminhar para Colposcopia e biópsia para confirmação e tratamento.
O diagnóstico de HSIL no Papanicolau indica uma lesão de alto grau que requer investigação imediata. A colposcopia é o próximo passo para visualizar a lesão, realizar biópsias dirigidas e planejar a conduta terapêutica adequada, que pode ser excisional.
A Neoplasia Intraepitelial Cervical de Alto Grau (HSIL), ou lesão intraepitelial escamosa de alto grau, é uma alteração citológica detectada pelo Papanicolau que indica uma lesão pré-maligna no colo do útero. Corresponde histologicamente a NIC 2 ou NIC 3 e possui um risco considerável de progressão para carcinoma invasivo se não for adequadamente manejada. O rastreamento do câncer de colo uterino é fundamental para a detecção precoce dessas lesões. Diante de um resultado de Papanicolau com HSIL, a conduta padrão e mais apropriada é o encaminhamento imediato para colposcopia. Este exame permite ao médico visualizar o colo uterino com magnificação, aplicar soluções como ácido acético e lugol para identificar áreas anormais e realizar biópsias dirigidas. A biópsia é crucial para confirmar o diagnóstico histopatológico e determinar a extensão da lesão. O tratamento de HSIL confirmado histologicamente geralmente envolve procedimentos excisionais, como a conização (excisão eletrocirúrgica por alça, LEEP/CAF, ou conização a frio). O objetivo é remover completamente a lesão, preservando ao máximo o colo uterino, especialmente em mulheres que desejam gestar. O acompanhamento pós-tratamento é essencial para monitorar a recorrência da lesão.
O HSIL indica uma lesão pré-maligna de alto grau no colo do útero, com risco significativo de progressão para câncer invasivo se não tratada. Sua detecção precoce é crucial para a prevenção.
A colposcopia permite a visualização direta do colo uterino, identificação das áreas suspeitas e realização de biópsias dirigidas para confirmar o diagnóstico histopatológico e determinar a extensão da lesão.
As opções incluem procedimentos excisionais, como a conização (LEEP ou CAF), que removem a zona de transformação anormal, visando a cura e prevenção do câncer invasivo.
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