IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Uma mulher de 30 anos realiza punção aspirativa de nódulo na tireoide de 2cm. Exame citológico revela neoplasia folicular. A cirurgia melhor indicada para essa paciente é:
Nódulo tireoide com citologia 'neoplasia folicular' (Bethesda IV) → Lobectomia total com istmectomia.
A citologia de 'neoplasia folicular' (Bethesda IV) indica um risco de malignidade de 15-30%, sendo a lobectomia total com istmectomia o procedimento diagnóstico e terapêutico inicial de escolha. Isso permite a análise histopatológica definitiva e, se maligno, pode ser seguido por tireoidectomia total se necessário.
Nódulos tireoidianos são achados comuns, e a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é o método diagnóstico inicial para avaliar sua malignidade. Quando a citologia retorna como 'neoplasia folicular' ou 'suspeita de neoplasia folicular', classificada como categoria IV de Bethesda, há um risco intermediário de malignidade, geralmente entre 15% e 30%. Nesses casos, a distinção entre um adenoma folicular (benigno) e um carcinoma folicular (maligno) não pode ser feita apenas pela citologia, pois o diagnóstico de carcinoma folicular depende da evidência de invasão capsular ou vascular, que só pode ser avaliada por exame histopatológico do tecido. Portanto, a conduta padrão é a lobectomia total com istmectomia, que remove o lobo tireoidiano afetado e o istmo para análise patológica definitiva. Se o exame histopatológico confirmar um carcinoma folicular, a decisão por uma tireoidectomia total complementar dependerá de fatores como o tamanho do tumor, a extensão da invasão e outras características de risco. A lobectomia com istmectomia é um procedimento que equilibra o diagnóstico preciso com a minimização de cirurgias mais extensas em casos benignos ou de baixo risco.
O diagnóstico citológico de neoplasia folicular (categoria IV de Bethesda) indica que as células do nódulo têm características foliculares atípicas, mas não é possível distinguir entre um adenoma folicular (benigno) e um carcinoma folicular (maligno) apenas pela citologia, pois a malignidade é definida pela invasão capsular ou vascular.
A lobectomia total com istmectomia é indicada para neoplasia folicular porque permite a remoção completa do lobo afetado e do istmo para análise histopatológica definitiva. Este procedimento é diagnóstico e, muitas vezes, terapêutico para carcinomas foliculares de baixo risco, evitando uma tireoidectomia total desnecessária em casos benignos.
Nódulos tireoidianos com citologia de neoplasia folicular (Bethesda IV) apresentam um risco de malignidade que varia de 15% a 30%. A decisão cirúrgica é baseada nesse risco intermediário, buscando o diagnóstico definitivo e o tratamento adequado.
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