CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014
Qual o corante mais provavelmente utilizado durante o exame do paciente, respectivamente? Entre as opções terapêuticas abaixo, qual a mais adequada para o tratamento clínico da lesão?
Azul de toluidina cora células neoplásicas (DNA/RNA); Mitomicina C é o tratamento quimioterápico padrão.
O azul de toluidina é usado para delimitar lesões neoplásicas de superfície, enquanto a Mitomicina C atua como quimioterápico tópico eficaz para OSSN.
A Neoplasia Escamosa da Superfície Ocular (OSSN) engloba desde a displasia leve até o carcinoma espinocelular invasivo. O diagnóstico definitivo é histopatológico, mas ferramentas como o azul de toluidina e a citologia de impressão são valiosas no manejo clínico. O tratamento tem evoluído da exérese cirúrgica isolada para abordagens combinadas ou puramente medicamentosas. A Mitomicina C, o 5-Fluorouracil (5-FU) e o Interferon alfa-2b são as principais opções de quimioterapia tópica. A escolha entre eles depende da extensão da lesão, tolerância do paciente e disponibilidade da medicação.
O azul de toluidina é um corante vital acidofílico que tem afinidade por ácidos nucleicos (DNA e RNA). Em lesões neoplásicas ou pré-neoplásicas, como a Neoplasia Escamosa da Superfície Ocular (OSSN), há um aumento da densidade celular e da atividade metabólica, fazendo com que essas áreas correm intensamente. Ele ajuda o cirurgião a delimitar as margens da lesão antes da biópsia ou exérese.
A Mitomicina C é um agente alquilante que inibe a síntese de DNA. Quando usada em forma de colírio (geralmente 0,02% a 0,04%), ela atua como uma quimioterapia tópica, eliminando células neoplásicas da superfície ocular. Pode ser usada como tratamento primário (em lesões extensas ou pacientes sem condições cirúrgicas) ou como adjuvante pós-operatório para reduzir a taxa de recorrência.
Embora eficaz, a Mitomicina C pode causar toxicidade ocular significativa, incluindo hiperemia conjuntival, dor, ceratite ponteada, estenose de pontos lacrimais e, em casos graves, afinamento escleral ou corneano. Por isso, o uso deve ser monitorado de perto por um oftalmologista especializado.
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