CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2016
Em relação ao corante azul de toluidina:
Azul de toluidina → cora DNA/RNA em células neoplásicas → guia margens cirúrgicas em tumores oculares.
O azul de toluidina é um corante vital que se liga a ácidos nucleicos, sendo uma ferramenta valiosa para delimitar áreas de alta atividade mitótica em neoplasias da superfície ocular.
O uso de corantes vitais é uma técnica semiológica essencial na oftalmologia moderna. O azul de toluidina, especificamente, destaca-se na oncologia ocular por sua capacidade de realizar uma 'biópsia in vivo' funcional, sinalizando áreas de displasia e carcinoma. Sua aplicação clínica permite reduzir as taxas de recorrência tumoral ao garantir que as margens cirúrgicas incluam toda a extensão da doença subclínica. Além da oncologia, o entendimento das propriedades químicas dos corantes (ácidos vs. básicos) ajuda o residente a diferenciar diagnósticos diferenciais de superfície. Enquanto corantes como a fluoresceína avaliam a integridade das junções intercelulares, o azul de toluidina foca na biologia molecular do tecido, sendo um marcador de proliferação celular desordenada.
O azul de toluidina atua como um corante vital que possui afinidade por ácidos nucleicos (DNA e RNA). Em lesões neoplásicas da superfície ocular, como o carcinoma espinocelular ou a neoplasia intraepitelial conjuntival, há uma alta taxa de proliferação celular e densidade nuclear. O corante penetra nessas células e marca as áreas de atividade tumoral, permitindo ao cirurgião identificar as margens da lesão que podem não ser visíveis a olho nu, facilitando uma ressecção mais precisa e completa.
Não, o azul de toluidina não é o padrão para detecção de cistos de Acanthamoeba no exame a fresco. Para essa finalidade, utilizam-se geralmente corantes como o Calcofluor White, que tem afinidade pela celulose e quitina da parede do cisto, ou a coloração de Giemsa e PAS em amostras fixadas. O azul de toluidina é focado em tecidos com alta densidade de material genético, como tecidos tumorais.
O rosa bengala e o verde de lissamina são corantes utilizados para identificar células epiteliais desvitalizadas e áreas desprovidas de mucina, sendo fundamentais no diagnóstico de olho seco e ceratites. Já o azul de toluidina é um corante básico que se liga a componentes ácidos da célula (ácidos nucleicos), sendo utilizado especificamente para triagem e delimitação de lesões pré-malignas e malignas na superfície ocular.
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