Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Fazem parte da Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 1:
MEN 1 = 3 Ps: Paratireoide (hiperparatireoidismo), Pâncreas (tumores), Pituitária (hipófise).
A Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 1 (MEN 1), também conhecida como Síndrome de Wermer, é uma doença autossômica dominante caracterizada pela presença de tumores em três glândulas principais: paratireoides (hiperparatireoidismo primário), pâncreas (tumores endócrinos como gastrinomas, insulinomas) e hipófise (adenomas, mais comumente prolactinomas).
A Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 1 (MEN 1), também conhecida como Síndrome de Wermer, é uma condição genética autossômica dominante rara, caracterizada pelo desenvolvimento de tumores em múltiplas glândulas endócrinas. É crucial para o residente de medicina reconhecer a tríade clássica de envolvimento: hiperparatireoidismo primário (o mais comum), tumores endócrinos pancreáticos (como gastrinomas e insulinomas) e adenomas hipofisários (frequentemente prolactinomas). O diagnóstico precoce e o manejo adequado são essenciais para prevenir complicações graves. A fisiopatologia da MEN 1 está ligada a mutações no gene MEN1, localizado no cromossomo 11q13, que codifica a proteína menina, um supressor tumoral. A perda da função da menina leva à proliferação celular descontrolada e formação de tumores. A suspeita clínica deve surgir em pacientes com múltiplos tumores endócrinos ou história familiar da síndrome. O rastreamento genético e bioquímico é fundamental para identificar indivíduos em risco. O tratamento da MEN 1 é complexo e individualizado, envolvendo abordagens cirúrgicas para remoção dos tumores e manejo clínico das disfunções hormonais. O prognóstico depende do tipo e agressividade dos tumores, sendo os tumores pancreáticos os que mais contribuem para a morbimortalidade. O acompanhamento multidisciplinar e contínuo é imperativo para monitorar a progressão da doença e o surgimento de novas lesões.
A MEN 1 é caracterizada pela tríade de tumores nas paratireoides (hiperparatireoidismo primário), pâncreas (tumores endócrinos como gastrinomas e insulinomas) e hipófise (adenomas, como prolactinomas).
A MEN 1 é uma doença autossômica dominante causada por mutações no gene MEN1, que codifica a proteína menina, um supressor tumoral.
A diferenciação se baseia nos órgãos afetados. MEN 1 envolve paratireoide, pâncreas e hipófise, enquanto MEN 2A e 2B envolvem principalmente tireoide (carcinoma medular), feocromocitoma e, no caso de MEN 2A, hiperparatireoidismo.
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