Lesões Císticas do Pâncreas: Diagnóstico e Conduta Cirúrgica
Hospital Unimed Ferj - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2022
Enunciado
Com a maior disponibilidade de exames de imagem como Tomografia Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética nos serviços de saúde, as lesões císticas do pâncreas são mais comumente identificadas. Isto posto, com mais frequência o cirurgião geral é chamado para emitir parecer sobre quais casos necessitam de ressecção cirúrgica e quais casos podem ser acompanhados com observação clínicoradiológica. Desta forma, nos casos de lesões císticas do pâncreas:
Alternativas
A) As lesões císticas serosas do pâncreas são lesões benignas. O diagnóstico é feito, com frequência, mediante punção guiada com agulha fina. A aspiração e análise do líquido mostram amilasemia e CEA baixos. Apesar de haver comunicação com o ducto pancreático principal, o tratamento pode ser apenas observação clínica.
B) Os pacientes com neoplasia cística papilar mucinosa intraductal, de ducto principal, são pacientes diabéticos e que tem como manifestação clínica, além do diabetes, a dor. Apresentam dilatação do ducto principal, e ao exame de colangiopancreatografia retrógrada endoscópica, há a visualização da ampola em ""olho de peixe"". O tratamento mais comum é a Cirurgia de Whipple, por se tratar de lesão pré-neoplásica.
C) As Neoplasias Císticas Mucinosas do Pâncreas predominam em mulheres idosas. Localizam-se mais ao centro na glândula, sendo a Ressonância Nuclear Magnética um bom exame para diferenciá-las das Neoplasias Císticas Papilíferas Intraductais. É comum a dilatação do ducto pancreático principal, porém a análise do líquido aspirado por punção guiada por agulha fina mostra CEA > 180ng/mL. Podem ser tratadas de forma conservadora, indicando cirurgia apenas em casos sintomáticos por compressão de vísceras abdominais.
D) Em casos de dor aguda no andar superior do abdome, aumento de amilasemia ou lipasemia sérica > que 3 vezes o valor normal e alterações tomográficas típicas, temos o diagnóstico de pancreatite. As coleções líquidas ocorrem nas 3 primeiras semanas. A partir da 4ª semana temos a formação de cistos pancreáticos. O diagnóstico guiado por punção com agulha fina revela CEA aumentado e amilase aumentada. As coleções são líquidos serosos que nunca malignizam e podem ser acompanhadas clinicamente até a sua completa reabsorção, sem necessidade de intervenção cirúrgica.
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