UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Na ausência de certeza diagnóstica de pseudocisto pancreático, a análise do líquido cístico obtido por aspiração guiada por ultrassom endoscópico (EUS), pode auxiliar na distinção entre lesões neoplásicas e pseudocistos. Com relação à análise de líquido cístico, qual das seguintes afirmativas está correta?
CEA elevado (>192 ng/mL) no líquido cístico → Lesão mucinosa; Amilase elevada → Comunicação ductal.
O CEA é o marcador mais acurado para diferenciar lesões mucinosas (potencial maligno) de não mucinosas, enquanto a amilase sugere comunicação com o ducto pancreático.
O manejo de cistos pancreáticos incidentais exige a diferenciação entre lesões com potencial de malignização (mucinosas) e lesões benignas (pseudocistos e cistos serosos). O ultrassom endoscópico com punção (EUS-FNA) permite a análise bioquímica e citológica. Enquanto o CEA é o padrão-ouro para identificar mucina, a amilase auxilia na identificação de pseudocistos inflamatórios. O diagnóstico correto evita cirurgias desnecessárias em lesões benignas e garante o seguimento oncológico adequado para lesões pré-neoplásicas.
O valor de corte mais aceito na literatura para sugerir uma neoplasia cística mucinosa (como o Cistoadenoma Mucinoso ou IPMN) é de 192 ng/mL, apresentando alta especificidade para diferenciar de lesões não mucinosas como o cistoadenoma seroso ou pseudocistos.
Níveis elevados de amilase (geralmente >250 U/L) indicam que o cisto tem ou teve comunicação com o sistema ductal pancreático. Embora seja característico de pseudocistos, também pode ser encontrado em Neoplasias Mucinosas Papilares Intraductais (IPMN).
A citologia obtida por EUS-FNA tem baixa sensibilidade (cerca de 50%) para o diagnóstico de malignidade ou para diferenciar tipos de cistos, devido à celularidade frequentemente escassa, embora tenha alta especificidade quando positiva.
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