UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2017
Assinale a opção INCORRETA em relação à alimentação da criança.
Para evitar neofobia, alimentos rejeitados devem ser reintroduzidos várias vezes, não evitados.
A introdução alimentar é um processo gradual e de aprendizado. A neofobia é comum, mas a exposição repetida a alimentos inicialmente rejeitados, sem forçar, é a estratégia correta para promover a aceitação e a diversidade alimentar.
A alimentação complementar é um marco crucial no desenvolvimento infantil, iniciando-se por volta dos seis meses de idade, quando o leite materno (ou fórmula) já não supre todas as necessidades nutricionais do bebê. As diretrizes atuais enfatizam a importância de uma introdução alimentar gradual, com alimentos variados, ricos em nutrientes e em texturas adequadas, sempre respeitando os sinais de fome e saciedade da criança. É um período de formação de hábitos alimentares que impactarão a saúde futura. Pontos importantes incluem a não adição de sal ou açúcar nos primeiros anos de vida, a oferta de água potável a partir da introdução alimentar para evitar sobrecarga renal de solutos, e a contraindicação do leite de vaca integral antes do primeiro ano de vida devido à sua composição inadequada para o lactente. A neofobia alimentar, ou o medo de alimentos novos, é um comportamento comum e esperado em crianças pequenas. Para combater a neofobia e promover a aceitação de uma dieta diversificada, a estratégia correta é a exposição repetida e paciente aos alimentos rejeitados, sem forçar a criança. Evitar e desencorajar novas exposições, como sugerido na alternativa incorreta, reforça a aversão e limita a variedade alimentar. A persistência e a criatividade na apresentação dos alimentos são chaves para o sucesso da introdução alimentar e para a formação de um paladar saudável.
A alimentação complementar deve ser iniciada por volta dos 6 meses de idade, quando o bebê demonstra sinais de prontidão, de forma gradual, oferecendo alimentos variados e em diferentes texturas, respeitando o ritmo da criança.
O leite de vaca não é recomendado para menores de 1 ano devido à sua alta carga de solutos, excesso de proteínas e minerais, e baixa concentração de ferro, o que pode sobrecarregar os rins imaturos e aumentar o risco de anemia.
Para lidar com a neofobia, é fundamental oferecer os alimentos rejeitados repetidamente, em diferentes preparações e sem pressão, em um ambiente tranquilo. O exemplo dos pais e a participação da criança no preparo também podem ajudar.
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