IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
A neofobia alimentar, ou "aversão ao novo", é uma fase comum no desenvolvimento infantil, especialmente entre 2 e 3 anos de idade. Considerando as características da neofobia alimentar nessa faixa etária, qual das seguintes afirmações está INCORRETA?
Neofobia alimentar é fisiológica; a insistência forçada piora a aversão e o vínculo.
A neofobia alimentar é uma fase do desenvolvimento infantil. A abordagem deve ser baseada em exposição repetida e positiva, nunca em punição ou alimentação forçada.
A neofobia alimentar atinge seu pico entre os 2 e 6 anos de idade. É caracterizada pela relutância em comer ou evitar novos alimentos. É fundamental que pais e cuidadores compreendam que este comportamento não é uma desobediência proposital, mas uma etapa do amadurecimento biológico e psicológico. Estratégias eficazes incluem o exemplo dos pais (comer o mesmo alimento com prazer), envolver a criança no preparo das refeições e manter um ambiente de refeição tranquilo. Forçar a ingestão (alternativa C incorreta) gera associações negativas com a comida, aumenta o estresse familiar e pode levar a uma restrição ainda maior do repertório alimentar.
A neofobia alimentar tem uma base evolutiva e adaptativa: ao começar a andar e explorar o ambiente, a criança desenvolve uma cautela instintiva contra a ingestão de substâncias desconhecidas que poderiam ser tóxicas. Além disso, fatores genéticos (paladar para o amargo) e o ambiente familiar influenciam a intensidade dessa fase.
Estudos sugerem que uma criança pode precisar de 8 a 15 exposições a um novo alimento antes de aceitá-lo ou desenvolver preferência por ele. A exposição deve ser neutra, sem pressão, permitindo que a criança toque, cheire e experimente pequenas quantidades no seu próprio ritmo.
A neofobia é a rejeição ao novo, típica do desenvolvimento. A seletividade alimentar (ou 'picky eating') pode ser mais persistente e envolver a rejeição de alimentos já conhecidos. Casos graves que levam a déficit nutricional ou impacto social requerem avaliação especializada para descartar Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (TARE).
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