UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Uma família recebe visita domiciliar do Agente Comunitário da Saúde (ACS) devido à situação de não comparecimento de uma criança de 2 anos para atualização das vacinas, conforme o Plano Nacional de Imunização (PNI), e ao fato de não estar frequentando a creche. A mãe da criança tem 17 anos e informa que não está levando o filho à creche, pois não está aguentando o fardo do cuidado desde o assassinato do pai da criança, ocorrido na comunidade onde residem. Considerando o caso descrito, o diagnóstico de violência e a conduta, respectivamente, devem ser:
Atraso vacinal + ausência escolar + sobrecarga materna → suspeita de negligência por vulnerabilidade familiar.
A negligência é frequentemente reflexo de desestruturação familiar e luto, exigindo abordagem multiprofissional e suporte à rede de apoio em vez de medidas punitivas imediatas.
A negligência é a forma mais prevalente de violência contra a criança e o adolescente. No contexto da Estratégia Saúde da Família, o diagnóstico deve ser multidimensional, considerando o ambiente psicossocial. O luto materno e a violência comunitária são fatores de risco significativos que exigem uma abordagem de 'apoio à mãe' para garantir o cuidado à criança. A conduta deve priorizar a ampliação da rede de apoio e o monitoramento próximo pela equipe multiprofissional.
A negligência envolve a omissão de cuidados básicos necessários ao desenvolvimento (como vacinação e educação) por parte dos responsáveis, enquanto a carência é a falta de meios financeiros. Na APS, o foco inicial deve ser prover suporte e monitoramento para fortalecer o vínculo familiar antes de considerar medidas punitivas, a menos que haja risco iminente.
O ACS é o elo fundamental entre a comunidade e a equipe de saúde. Ele identifica sinais precoces de vulnerabilidade, como o não comparecimento a consultas, atraso no calendário vacinal (PNI) e isolamento social da família, permitindo que a equipe realize busca ativa e intervenções preventivas.
O acionamento deve ocorrer quando as medidas de apoio e monitoramento da rede de saúde e assistência social não são suficientes para garantir a segurança da criança, ou quando há evidência de abuso grave, reiteração da negligência após intervenção ou risco de vida.
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