UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2019
Considere a seguinte descrição. É o tipo mais comum de abuso, sendo a omissão de cuidados básicos à criança, como oferecimento de alimentos, medicamentos, vestuário, apoio emocional, afeto, proteção e cuidados de higiene. (GUIMARÃES, F.G.; MENDES, A. O. Abuso infantil. in: GUSSO, G.: LOPES, J.M.C. Tratado de medicina de familia e comunidade: principios, formação e prática. Porto alegre: Artmed, 2012. p. 939-944.) A forma de abuso descrita no texto caracteriza.
Omissão de cuidados básicos à criança (alimento, higiene, afeto) = Negligência infantil.
A negligência infantil é a forma mais comum de abuso, caracterizada pela falha dos cuidadores em prover as necessidades básicas da criança, como alimentação, vestuário, higiene, supervisão, cuidados médicos e apoio emocional, resultando em danos potenciais ao seu desenvolvimento físico e psicológico.
O abuso infantil é um problema de saúde pública complexo e multifacetado, com graves consequências para o desenvolvimento físico, emocional e social da criança. É fundamental que profissionais de saúde, especialmente residentes, estejam aptos a identificar os diferentes tipos de maus-tratos e agir de acordo com a legislação e os protocolos de proteção à criança e ao adolescente. A negligência, em particular, é a forma mais prevalente de abuso. A negligência infantil é definida como a falha, por parte dos pais ou cuidadores, em prover as necessidades básicas da criança, resultando em danos reais ou potenciais à sua saúde, segurança, bem-estar ou desenvolvimento. Essas necessidades incluem alimentação adequada, vestuário, higiene, supervisão, cuidados médicos e odontológicos, educação e apoio emocional. A omissão desses cuidados pode ser intencional ou não, mas sempre resulta em prejuízo para a criança. O reconhecimento da negligência é crucial, pois suas consequências podem ser tão devastadoras quanto as de outras formas de abuso. Os sinais podem ser sutis e se manifestar como desnutrição, atraso no crescimento e desenvolvimento, falta de higiene, doenças não tratadas, faltas escolares frequentes e problemas emocionais. A conduta do profissional de saúde, ao suspeitar de negligência, envolve uma avaliação cuidadosa da situação familiar e, obrigatoriamente, a notificação aos órgãos competentes para que as medidas de proteção necessárias sejam tomadas, visando garantir a segurança e o bem-estar da criança.
Os sinais incluem má higiene, desnutrição, vestuário inadequado, falta de supervisão, atraso no desenvolvimento e ausência de cuidados médicos essenciais.
O profissional de saúde tem o dever ético e legal de notificar os órgãos de proteção à criança (Conselho Tutelar, Varas da Infância e Juventude) ao suspeitar de negligência ou qualquer forma de abuso.
As consequências podem incluir problemas de saúde física e mental, dificuldades de aprendizado, atrasos no desenvolvimento, problemas de comportamento e maior risco de envolvimento em situações de risco na vida adulta.
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