UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
O médico da família e comunidade, Pedro, foi avaliar em visita domiciliar a situação de Dona Zezinha, 82 anos, a pedido do Agente Comunitário de Saúde que vinha tendo dificuldade de conversar com os seus filhos. Logo ao entrar na casa, percebeu o forte odor de urina e fezes, e constatou que a senhora apresenta dermatite de fralda extensa e hematomas em membros superiores. Apesar de acamada, ela estava lúcida e orientada. Com base nesse quadro, espera-se que, nessa visita, Pedro:
Suspeita de negligência em idoso: priorize vínculo familiar e evite juízo de valor para intervenção eficaz.
Em casos de suspeita de negligência ou maus-tratos a idosos, a abordagem inicial do médico deve ser de acolhimento e busca de vínculo com a família, evitando julgamentos precipitados para facilitar a intervenção e proteção do paciente.
A violência contra o idoso, incluindo a negligência, é um grave problema de saúde pública, frequentemente subnotificado. O médico da família e comunidade, especialmente em visitas domiciliares, desempenha um papel crucial na identificação e intervenção nesses casos, que exigem sensibilidade e estratégia. Ao se deparar com sinais de negligência, como má higiene, lesões ou desnutrição, é essencial que o profissional adote uma postura de acolhimento, buscando compreender a dinâmica familiar e os fatores que contribuem para a situação. Evitar juízos de valor é primordial para construir um vínculo de confiança. A intervenção deve focar na educação, apoio social e, se necessário, acionamento da rede de proteção ao idoso. A denúncia formal é uma etapa importante, mas deve ser precedida por tentativas de resolução e apoio, visando sempre o bem-estar e a autonomia do idoso, sem afastá-lo de seu ambiente familiar sem necessidade.
O médico deve primeiramente buscar estabelecer um vínculo com a família e o paciente, evitando juízos de valor. Acolher a situação e tentar entender a dinâmica familiar é crucial antes de qualquer intervenção formal.
O vínculo com a família é fundamental para criar um ambiente de confiança, permitindo que os cuidadores expressem suas dificuldades e recebam orientação, facilitando a resolução do problema e a proteção do idoso.
A denúncia deve ser considerada após a tentativa de intervenção e apoio à família, ou se houver risco iminente e grave à vida ou integridade do idoso. Órgãos como o Conselho do Idoso ou a delegacia especializada são os canais adequados.
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