FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
Todos os pacientes a seguir apresentam creatinina sérica = 2,5 mg/dL e ureia de 191 mg/dL. Em qual deles é esperada hipocalemia associada a disfunção renal?
Gentamicina → nefrotoxicidade tubular renal → IRA com hipocalemia (síndrome de Fanconi-like).
A gentamicina, um aminoglicosídeo, é nefrotóxica e pode causar lesão tubular renal, levando a uma disfunção tubular que impede a reabsorção adequada de eletrólitos, incluindo potássio, resultando em hipocalemia, mesmo na presença de insuficiência renal.
A disfunção renal aguda (IRA) é uma condição comum em pacientes hospitalizados, caracterizada por um aumento abrupto da creatinina e ureia séricas. Embora a hipercalemia seja uma complicação frequentemente associada à IRA devido à diminuição da excreção renal de potássio, existem situações específicas em que a hipocalemia pode ocorrer, principalmente em casos de lesão tubular renal. A gentamicina, um antibiótico aminoglicosídeo, é um agente nefrotóxico conhecido que pode causar necrose tubular aguda (NTA) ou disfunção tubular renal. A lesão das células tubulares, especialmente no túbulo proximal, pode levar a um quadro semelhante à síndrome de Fanconi, onde há perda de potássio, bicarbonato, fosfato e glicose na urina, resultando em hipocalemia e acidose metabólica com ânion gap normal, mesmo na presença de insuficiência renal. O manejo da IRA com hipocalemia requer a identificação e interrupção do agente causador, se possível, e a correção dos distúrbios eletrolíticos. É crucial monitorar de perto os níveis de potássio e outros eletrólitos, além de avaliar a função renal. A compreensão dessas apresentações atípicas é vital para o diagnóstico e tratamento adequados em residentes.
Aminoglicosídeos como a gentamicina são conhecidos por causar nefrotoxicidade tubular, que pode levar à hipocalemia devido à perda de potássio na urina, mimetizando uma síndrome de Fanconi.
A gentamicina lesa as células tubulares renais, especialmente no túbulo proximal, comprometendo a reabsorção de potássio e outros eletrólitos, resultando em sua excreção excessiva e, consequentemente, hipocalemia.
A hipocalemia na IRA induzida por drogas como gentamicina é geralmente acompanhada por outros sinais de disfunção tubular, como acidose metabólica com ânion gap normal, glicosúria e fosfatúria, enquanto a maioria das IRAs cursa com hipercalemia.
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