Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2021
Sobre a nefropatia por IgA, assinale a alternativa incorreta.
Nefropatia por IgA raramente causa síndrome nefrótica; mais comum é hematúria e proteinúria leve.
A nefropatia por IgA é a glomerulonefrite primária mais comum no mundo, caracterizada por depósitos de IgA no mesângio. Embora possa haver proteinúria, a maioria dos pacientes não desenvolve síndrome nefrótica completa, sendo mais comum a hematúria macro ou microscópica e proteinúria subnefrótica.
A nefropatia por IgA, também conhecida como doença de Berger, é a glomerulonefrite primária mais comum no mundo, caracterizada pela deposição de imunocomplexos contendo IgA no mesângio glomerular. Sua etiologia exata é desconhecida, mas acredita-se que envolva uma resposta imune anormal a antígenos mucosos, levando à produção de IgA anômala que se deposita nos glomérulos. Clinicamente, a nefropatia por IgA manifesta-se mais frequentemente com episódios de hematúria macroscópica recorrente, muitas vezes desencadeados por infecções de vias aéreas superiores ou gastrointestinais. Também pode apresentar-se como hematúria microscópica persistente e proteinúria subnefrótica. A síndrome nefrótica completa é uma apresentação menos comum, ocorrendo em uma minoria dos pacientes. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia renal, que revela depósitos de IgA no mesângio. O prognóstico é variável; enquanto muitos pacientes têm um curso benigno, cerca de 20-30% podem progredir para doença renal crônica terminal ao longo de 10-20 anos. O tratamento é principalmente de suporte, com controle da pressão arterial e uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) para reduzir a proteinúria. Imunossupressores são considerados em casos selecionados de doença progressiva.
A apresentação mais comum é a hematúria macroscópica recorrente, muitas vezes após uma infecção de vias aéreas superiores ou gastrointestinal, ou hematúria microscópica persistente com proteinúria leve.
A nefropatia por IgA é mais comum em populações asiáticas e caucasianas, sendo menos comum na população negra, o que é um ponto importante na epidemiologia da doença.
Não existe um tratamento curativo específico. O manejo foca no controle da pressão arterial, redução da proteinúria com IECA/BRA e, em casos de progressão rápida ou proteinúria significativa, imunossupressores podem ser considerados.
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