UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Homem de 22 anos comparece ao ambulatório geral para esclarecer sobre quadro de hematúria microscópica assintomática, detectada em exame simples, rotineiro, de urina. Não havia outras alterações na análise de sedimento urinário. Ao longo da vida, afirma que já apresentou episódios raros e isolados de hematúria macroscópica após atividade física. Nega febre ou artralgias. O exame físico era normal, exceto pela pressão arterial de 144/92 mmHg. O diagnóstico mais provável é:
Hematúria (micro/macro) em jovem, após exercício/infecção, com PA elevada → Nefropatia por IgA.
A Nefropatia por IgA (Doença de Berger) é a glomerulonefrite primária mais comum, caracterizada por depósitos de IgA no mesângio glomerular. A apresentação clássica inclui hematúria macroscópica recorrente, muitas vezes após infecções de vias aéreas superiores ou exercícios, e hematúria microscópica persistente, podendo evoluir com hipertensão e proteinúria.
A Nefropatia por IgA, também conhecida como Doença de Berger, é a glomerulonefrite primária mais comum em todo o mundo, caracterizada pela deposição de imunocomplexos contendo IgA no mesângio glomerular. Afeta predominantemente adultos jovens e homens, sendo uma causa significativa de doença renal crônica. A fisiopatologia envolve uma produção anormal de IgA1 deficiente em galactose, que forma imunocomplexos que se depositam nos glomérulos, ativando processos inflamatórios. Clinicamente, a Nefropatia por IgA pode se apresentar de diversas formas, sendo a mais clássica a hematúria macroscópica recorrente, que ocorre tipicamente em 1-2 dias após uma infecção de vias aéreas superiores ou gastrointestinal, ou após exercício físico intenso. Hematúria microscópica persistente, proteinúria e hipertensão arterial são achados comuns. O diagnóstico definitivo requer biópsia renal, que demonstra depósitos mesangiais de IgA por imunofluorescência. O tratamento visa controlar a pressão arterial, reduzir a proteinúria e, em casos de progressão rápida, pode incluir imunossupressores. Inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina são a primeira linha para controle da hipertensão e proteinúria. O prognóstico é variável, com alguns pacientes permanecendo estáveis por décadas e outros progredindo para doença renal terminal, necessitando de diálise ou transplante.
A Nefropatia por IgA frequentemente se manifesta com hematúria microscópica persistente e episódios de hematúria macroscópica recorrente, muitas vezes desencadeados por infecções de vias aéreas superiores ou exercícios físicos. Hipertensão e proteinúria também são achados comuns.
O diagnóstico definitivo da Nefropatia por IgA é realizado por biópsia renal, que revela depósitos de imunocomplexos contendo IgA predominantemente no mesângio glomerular, à imunofluorescência.
O prognóstico é variável. Muitos pacientes têm um curso benigno, mas cerca de 20-30% podem progredir para doença renal crônica terminal ao longo de 10-20 anos. Fatores de risco para progressão incluem hipertensão, proteinúria persistente e achados histológicos graves na biópsia.
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