HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2020
No que concerne às glomerulopatias primárias, julgue o item a seguir. A nefropatia por lgA é considerada como a glomerulopatia mais comum mundialmente e pode se manifestar com síndrome nefrótica, proteinúria maciça e anasarca.
Nefropatia por IgA = Glomerulopatia primária mais comum, pode cursar com síndrome nefrótica.
A nefropatia por IgA (doença de Berger) é a glomerulopatia primária mais prevalente globalmente. Embora classicamente associada à hematúria macroscópica recorrente, ela pode ter um espectro clínico variado, incluindo proteinúria significativa, que pode atingir níveis nefróticos, levando a edema e anasarca.
A nefropatia por IgA, também conhecida como doença de Berger, é a glomerulopatia primária mais comum em todo o mundo, com uma prevalência significativa em populações asiáticas e caucasianas. Sua importância clínica reside no fato de que, embora muitos pacientes apresentem um curso benigno, uma parcela pode progredir para doença renal crônica terminal, tornando seu diagnóstico e manejo cruciais para a saúde renal a longo prazo. A fisiopatologia envolve o depósito de imunocomplexos contendo IgA nos mesângios glomerulares, desencadeando uma resposta inflamatória. As manifestações clínicas são variadas, sendo a hematúria macroscópica recorrente (muitas vezes associada a infecções mucosas) a apresentação clássica. No entanto, a doença pode se manifestar com hematúria microscópica persistente, proteinúria isolada, hipertensão, e em cerca de 10-15% dos casos, com síndrome nefrótica completa, caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e anasarca. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia renal, que revela depósitos mesangiais de IgA. O tratamento da nefropatia por IgA é individualizado e visa controlar a proteinúria, a pressão arterial e retardar a progressão da doença renal. Inclui inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina, e em casos de proteinúria persistente ou rápida progressão, imunossupressores. O prognóstico é variável, com cerca de 20-30% dos pacientes evoluindo para doença renal terminal em 10-20 anos. Para residentes, é essencial reconhecer o amplo espectro de apresentação da nefropatia por IgA, incluindo a possibilidade de síndrome nefrótica, para um diagnóstico e manejo adequados.
As manifestações mais comuns incluem episódios recorrentes de hematúria macroscópica (especialmente após infecções de vias aéreas superiores), hematúria microscópica persistente e proteinúria. Em casos mais graves, pode evoluir para síndrome nefrótica, hipertensão e insuficiência renal crônica.
A nefropatia por IgA é a glomerulopatia primária mais comum devido à sua alta prevalência em diversas populações ao redor do mundo, sendo frequentemente diagnosticada em biópsias renais realizadas por diferentes indicações, desde hematúria isolada até insuficiência renal.
A nefropatia por IgA pode levar à síndrome nefrótica quando há um dano glomerular significativo, resultando em proteinúria maciça (mais de 3,5 g/dia). Essa perda excessiva de proteínas na urina causa hipoalbuminemia, que, por sua vez, leva a edema generalizado e anasarca.
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