SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir: Um paciente transplantado renal com piora da função renal teve o diagnóstico de nefropatia associada ao BK vírus. Qual é a estratégia mais eficiente pensando em melhorar essa função renal?
Nefropatia por BK Vírus → Redução da imunossupressão é a intervenção primária e mais eficaz.
O vírus BK se replica na vigência de imunossupressão excessiva; restaurar a vigilância imunológica do hospedeiro é crucial para o controle viral.
A nefropatia associada ao vírus BK (BKVAN) é uma das principais causas de perda do enxerto renal a longo prazo. O desafio clínico reside no equilíbrio tênue entre controlar a infecção viral e evitar a rejeição aloimune. Atualmente, não existem antivirais com eficácia comprovada contra o BK (cidofovir e leflunomida têm evidências limitadas). Portanto, a modulação da imunossupressão para permitir que o próprio sistema imune do paciente controle o vírus continua sendo o padrão-ouro terapêutico, exigindo monitoramento rigoroso da função renal e da carga viral.
O vírus BK é um poliomavírus que permanece latente no trato urinário da maioria da população. No transplante renal, o uso de potentes drogas imunossupressoras (especialmente tacrolimus e micofenolato) permite a reativação e replicação viral nas células tubulares renais, levando à inflamação e fibrose intersticial.
O rastreio inicial é feito pela detecção da carga viral do BK no sangue (viremia) ou urina (virúria/células decoy). O diagnóstico definitivo de nefropatia requer biópsia renal, demonstrando efeitos citopáticos virais e imuno-histoquímica positiva para o antígeno SV40.
A estratégia comum envolve a redução ou suspensão do antimetabólito (micofenolato) ou a redução dos níveis alvo do inibidor de calcineurina (tacrolimus). Em alguns casos, a troca do tacrolimus por ciclosporina ou inibidores de mTOR pode ser considerada.
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